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Sarah Vaughan – O Som Brasileiro de Sarah Vaughan (1978)

O ano era 1978 e Sarah Vaughan se uniu a um time de feras da música brasileira no estúdio da RCA, no Rio de Janeiro, para registrar o disco O Som Brasileiro de Sarah Vaughan. Esse foi o 1º de três álbuns em que a cantora explorou o vasto, e fértil, repertório nacional. Vale lembrar que antes de tudo isso, Sarah já havia dividido o palco com Wilson Simonal em um dueto pra lá de bem humorado. Ou seja, ela era uma apaixonada pela nossa rica MPB já tinha um bom tempo.

 

O Som Brasileiro de Sarah Vaughan

 

Em O Som Brasileiro de Sarah Vaughan a cantora selecionou um repertório elegante e bem variado. Com a produção de Aloysio de Oliveira e  Durval Ferreira, o álbum traz versões em inglês para Travessia, do então jovem Milton Nascimento, que aqui ganhou o título de Bridges, Das Rosas ( Roses and Roses ) de Dorival Caymmi, Se Todos Fossem Iguais a Você ( Someone To Light Up My Life ) de Tom e Vinícius e Preciso Aprender a Ser Só ( If You Went Way ) dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle. Só pra citar algumas pérolas que você vai encontrar  neste álbum memorável.

 

Hélio Delmiro e Sarah Vaughan, imagina o que estava saindo ali….

 

As participações : essas são um caso à parte. Pense em um estúdio de gravação…..agora imagine que estão lá “fazendo um som”, além de Sarah Vaughan, Tom Jobim, Helio Delmiro, Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Wilson das Neves, Danilo Caymmi e Paulo Jobim. É de tirar o fôlego sonoro de qualquer um, e não é para menos. Miss Vaughan conseguiu extrair de cada um, através do seu canto, o que havia de mais requintado em seus instrumentos. O resultado foi um disco harmonioso, bem produzido, altamente elaborado e que conseguiu, mesmo em inglês, mostrar a sutileza das letras e melodias dos seus compositores. Um álbum clássico e atemporal que merece espaço nos nossos HD’s. Afinal, não é todo dia que podemos escutar um grupo tão afinado como este!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Bridges, versão de Sarah Vaughan para Travessia de Milton Nascimento.

Até a próxima!

 

 

 

 
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Publicado por em 09/17/2014 em Música

 

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Link Sonoro no seu Dial

Depois de muito tempo na web linkando você com a produção musical do Brasil e do mundo, de todas as épocas, o Link Sonoro invade seu dial!

 

"Music, don't stop..."

“Music, don’t stop…”

 

À partir de hoje, sempre às sextas com reprise aos sábados, você pode conferir o Link Sonoro na Rádio UFMG Educativa.

 

 

Então anote aí : Sexta às 23:00H com reprise sábado às 20:00H.  Se você estiver no mundo real é só sintonizar 104,5 FM . Agora, se você gosta de “rádio na web” é só acessar http://bit.ly/1csiqNB .

Até já! :D

 

 

 
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Publicado por em 09/12/2014 em Música

 

Kimbra – The Golden Echo

Para muitos artistas o 2º álbum é um desafio que pode jogá-los no esquecimento ou colocá-los de vez no mercado musical. Firmar a identidade artística, conquistar novos fãs e manter aqueles que já acompanham o trabalho, pode não parecer tão fácil assim, mas para a cantora neozolandesa Kimbra toda essa responsabilidade não foi tão assustadora, digamos assim.

 

Kimbra

Kimbra

 

Mas antes de falarmos do segundo álbum de Kimbra, vamos refrescar um pouco a memória. A moça ganhou destaque na cena musical com a participação na faixa Somebody That I Used to Know de Gotye e com lançamento, em 2011,  de Vows seu trabalho de estreia. Seu pop bem elaborado e sua voz precisa chamaram a atenção do público, e mercado, e a cantora teve sua música espalhada por vários países.

 

Vows

Vows

 

Este ano Kimbra está de volta para o desafio do 2º álbum! E a garota se saiu bem! The Golden Echo chega ao mercado com faixas que confirmam os vários talentos que ela carrega no bolso. Só cantar não é o suficiente para a artista que participa da composição das 12 faixas e também da produção do álbum. Diversidade sonora, inovação e bom-humor são o forte de Kimbra.  The Golden Echo traz todas as referências musicais da moça, que passeia tranquilamente pelo R&B, pop, eletrônico e baladas.

 

The Golden Echo

The Golden Echo

 

Assim como em Vows, Kimbra é cuidadosa com a produção das faixas. Mesmo navegando em vários estilos musicais, ela não se permite o lugar comum – o que pode causar estranheza para alguns ouvidos – e usa e abusa da criatividade para construir melodias cheias de detalhes ao lado de uma banda que entende, e muito bem, seu universo musical. As You Are, Nobody But You e Love In High Place, por exemplo, mostram que para Kimbra as baladas podem ganhar efeitos que as deixam com um ar lisérgico e envolvente. Já 90s Music, Miracle, e Madhouse trazem levadas dançantes e eletrônicas. E suas experimentações sonoras ganham espaço em faixas como Slum Love e Everlovin’Ya (que traz a participação de Bilal).

 

Kimbra

Kimbra

 

The Golden Echo traz aquele pop que não é tão fácil de digerir para quem está acostumado com o som óbvio que o mercado nos oferece diariamente. Mas com certeza mostra que Kimbra passou no teste do segundo álbum e que tem talento e criatividade de sobra. Vale escutar The Golden Echo várias vezes e mergulhar no universo sonoro de Kimbra.

Aqui no Link Sonoro você confere o clip da faixa Miracle.

Até a próxima!

 
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Publicado por em 09/06/2014 em Música

 

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Gilberto Gil – Gilbertos Samba

Desde que a música brasileira foi envolvida pela transformadora maneira de um baiano chamado João Gilberto fazer samba, todas as certezas musicais que permeavam a nossa sonoridade foram delicadamente alteradas. O ano era 1958 e o violão elaborado, a voz baixa e a cadência suave deram origem a um estilo que ganhou corpo e também o mundo. A bossa-nova. Mesmo com toda leveza, Chega de Saudade de João Gilberto caiu como uma bomba na cabeça de músicos e do público. E até aqueles que navegavam por outros estilos, se renderam a nova, complexa e harmoniosa forma do banquinho e violão.

 

João Gilberto - Chega de Saudade

João Gilberto – Chega de Saudade

 

Já se passaram anos, e muitos outros irão passar, e a bossa-nova continua sendo um dos símbolos musicais mais fortes do Brasil. E Gilberto Gil, como bom defensor da nossa música brasileira, prestou uma homenagem das mais elegantes não só a João e a bossa, mas também ao Brasil e sua história. Sim, porque justamente por ter nascido e crescido em um momento tão marcante do país, foi trilha sonora de fatos e acontecimentos inesquecíveis. E assim nasceu Gilbertos Samba, álbum mais recente de Gil que traz em seu repertório pérolas clássicas do universo da bossa-nova, além de duas novidades criativas do moço.

 

Os anos 50 foram marcados por  JK, presidente bossa-nova

Anos 50: marcados pelas várias mudanças de JK, o presidente bossa-nova

 

O fio condutor de Gilbertos Samba é a voz cristalina de Gil, seu violão limpo e melodioso, percussões bem colocadas e algumas surpresas como a sanfona, a guitarra e as batidas eletrônicas. O Pato, Desafinado, Desde Que o Samba é Samba, Doralice, Você e Eu e as inéditas Um Abraço no João e Gilbertos estão poeticamente organizadas em uma sequência impossível de se escutar somente uma vez.

 

Gilbertos Samba

Gilbertos Samba

 

Em Gilbertos Samba, Gil vem acompanhado – além da atemporal bossa-nova – da sonoridade conteporânea de Domenico Lancelloti, Rodrigo Amarante e Pedro Sá e da tradição musical de Dori e Danilo Caymmi. E para completar o time eclético e afinado, Bem Gil e Moreno Veloso põe a mão na massa e se encarregam de tocar a produção do disco. Tudo sob a batuta certeira de Gilberto Gil, que assina a direção musical.

 

Um banquinho e um violão. Afinal "o belo está no simples"

Um banquinho e um violão. Afinal “o belo está no simples”

 

Difícil citar aquele que seja o melhor disco de Gil, mas com certeza Gilbertos Samba vai entrar na lista de muita gente por aí.  E talvez na sua também, afinal – como disse lá em cima – é impossível escutar o novo álbum de Gil somente uma vez. Nossos ouvidos sempre pedem mais!

Aqui no Link Sonoro você confere Você e Eu.

Até a próxima!

 

 

 

 
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Publicado por em 05/10/2014 em Música

 

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Arnaldo Antunes – Disco

Este ano Arnaldo Antunes soltou o 10º álbum de sua carreira solo e fez a escolha por um título que gera reflexão, como ele mesmo já mencionou. Afinal, em tempos de música online, o “disco” perdeu um pouco de sua força para as faixas avulsas. E foi com esse pensamento que ele batizou seu novo rebento simplesmente como Disco. Mas esse “simplesmente“ fica por aí. Talvez por já ter passeado por vários caminhos da música, Arnaldo traz um CD que abraça todos os elementos e estilos explorados pelo músico em seus anos música, desde a época do Titãs, passando pelo estilo Tribalista, a poesia concreta e, claro, o rock.

 

Disco

Disco

 

Em um primeiro momento, Disco pode parecer um pouco confuso em sua sequência. Mas ao escutar com mais atenção, percebemos que a busca pela simplicidade, tanto estética quanto musical, gerou um álbum que traz um artista envolvido com diversos temas e levadas. Arnaldo está totalmente à vontade com sua poesia sem precisar, a essa altura do campeonato, investir em experimentações desconexas e desnecessárias.

 

Disco : simples, belo e sem excessos

Disco : simples, belo e sem excessos

 

Com a produção nas mãos de Betão Aguiar e Gabriel Leite, Arnaldo Antunes buscou antigos e novos parceiros para Disco. Edgar Scandurra, Marcelo Jeneci, Dadi Carvalho, Mônica Salmaso, Marisa Monte, Felipe Cordeiro, Guizado, Céu e Curumin, marcam presença em Disco, seja nos vocais, intrumentais ou em parceria nas letras. Arnaldo tirou algumas composições escondidas no seu baú, criou outras tantas e acrescentou uma releitura para Mamma, faixa de Gilberto Gil em sua época de exílio em Londres. Os temas são os mais diversos, o mundo afro está em Oxalá Chegar, o questionamento sobre o comportamento humano nos dias atuais em Muito Muito Pouco, a poesia do rio que leva água e os pensamentos em Azul Vazio e as cobranças burocráticas de todo mundo em Ah, Mas Assim Vai ser Difícil. Para a mente poética, urbana e contemporânea de Arnaldo Antunes, o que não falta é inspiração para abordar os mais diversos assuntos das mais variadas formas.

 

Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra, uma das parcerias mais brilhantes da música brasileira

Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra, uma das parcerias mais brilhantes da música brasileira

 

Resumindo, Disco é um trabalho que é a cara de Arnaldo Antunes. Multiplo, cheio de segundas e terceiras intensões com a palavra e a melodia. Para conferir esse e tantos outros trabalhos do moço é só acessar www.arnaldoantunes.com.br e boa viagem.

Aqui no Link Sonoro, você confere Disco na íntegra, que está disponível no Soundcloud de Arnaldo Antunes.

Até a próxima!

 

 

 

 

 
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Publicado por em 12/09/2013 em Música

 

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Mayra Andrade – Lovely Difficult

Quando um artista tem influência de várias culturas, é normal que sua obra seja um mix de estilos, línguas e referências. Se essa salada estiver bem temperada, o que se tem é uma deliciosa receita musical. Mayra Andrade é uma cantora que traz essas características. Nascida em Cuba, criada em Cabo Verde e com temporadas passadas em países como Alemanha, Senegal, Angola e agora França. Tantos climas, linguagens e estilos fazem da obra musical de Mayra uma viagem onde não existem fronteiras ou diferenças.

 

Mayra Andrade

Mayra Andrade

 

Este mês a moça soltou seu 4º álbum, Lovely Difficult, e mostrou que traz em sua música um olhar sensível e delicado para tantos estilos diferentes. Em crioulo, francês ou inglês Mayra mostra a mesma desenvoltura vocal, com um canto afinado e suave, sem excessos ou notas desnecessárias. Para acompanhá-la em sua nova empreitada, ela também buscou na diversidade cultural músicos de países diferentes. TéTé, Piers Faccini, Pascal Danae e Mario Lucio Sousa são só algumas feras que marcam presença em Lovely Difficult. Isso sem falar no produtor Mike Pelanconi, que levou Mayra e sua trupe para um estúdio em Brighton, no Reino Unido, e deixou essa moçada à vontade para fazer sua música. O resultado são arranjos criativos e ricos na variedade instrumental.

 

Lovely Difficult

Lovely Difficult

 

O repertório traz o lado livre da compositora, em letras que falam de amores e lugares de maneira poética mas com um pé no pop. E por pop, não se entenda aquele estilo pegajoso e estéril. O termo aqui é só uma maneira de se referir a uma música que pode cruzar diferentes ouvidos, sem causar nenhum tipo de estranheza. Isso faz de Lovely Difficult um álbum musicalmente elaborado, repleto de sutilezas e instrumentações que se unem de maneira harmônica e coerente. Ténpu Ki Bai, Le Jour Se Léve, We Used Call It Love, Rosa, Simplement e Ilha de Santiago são só algumas das surpresas melódicas que Mayra nos oferece em Lovely Difficult.

 

Mayra Andrade cruza fronteiras com sua música rica e seu canto afiando

Mayra Andrade cruza fronteiras com sua música rica e seu canto afinado

 

Se você ficou curioso para conhecer Lovely Difficult ou quer saber mais desta artista sem fronteiras é só acessar www.mayra-andrade.com . Das redes sociais a biografia, das músicas as fotos, está tudo lá, um clique e você já está no universo musical de Mayra Andrade. Uma boa viagem sonora!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Ilha de Santiago.

Até a próxima!

 

 

 

 
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Publicado por em 11/28/2013 em Música

 

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Paul McCartney – New

Paul McCartney já poderia, se quisesse, ter pendurado as chuteiras há muito tempo. É só fazer um breve passeio pela sua carreira e “ouvir” os inúmeros clássicos que ele emplacou durante a fase Beatles, Wings, solo e por aí vai. Músicas que mesmo quem nasceu bem depois de seus lançamentos, sabe cantar pelo menos o refrão. Isso sem nos esquecermos das belezas harmônicas e poéticas de suas composições. Mas Macca tem disposição, criatividade e notas sobrando em sua mente fervilhante. Claro, além de bom humor e tranquilidade, fundamentais para saber que a vida está muito além da idade.

 

Do tempo dos Beatles até hoje, muita música já rolou

Do tempo dos Beatles até hoje, muita música já rolou

 

Para confirmar que todo seu talento é multifacetado e inesgotável, Paul McCartney soltou este mês New, álbum que traz o rock’n’roll no melhor estilo Beatles, baladas deliciosas e o bom e velho blues que sempre influenciou o jovem de Liverpool. Vale uma rápida refrescada na memória. Ano passado Sir. Paul McCartney se infiltrou no universo jazzístico e, ao lado de Diana Krall, lançou o elaborado Kisses On The Botton. Um disco requintado que trazia clássicos dos anos 1930 e 1940. Pouco mais de um ano depois, ele dá uma volta de 360 graus para mostrar mais uma vez, que uma boa música pode vir do analógico século passado ou das novas tecnologias dos anos 2000.

 

New

New

 

Músico antenado, talvez esteja aí um dos ingredientes para sua juventude aos 71 anos, McCartney se uniu a Mark Ronson, Giles Martin (filho do “5º Beatle” George Martin), Ethan Jonhs e Paul Empworth. Todos jovens produtores que vem se destacando na cena musical nos últimos anos com artistas como Amy Winehouse, Kings Of Leon e Florence And The Machine. O tom Beatle misturado ao sangue novo destes rapazes, rendeu um disco com canções que tem a cara de Paul mas com uma levada contemporânea. New começa com a vigorosa Save Us, um rock de primeira que deixa o ouvinte ancioso pelas faixas seguintes. On My Way To Work, New e Queenie Eye poderiam, facilmente, ter saído de algum álbum dos Beatles. Early Days e Hosanna fazem parte da sessão baladas bem elaboradas e ainda tem Get Me Out Of Here, um blues rasgado com uma sonoridade que nos leva para os primórdios do estilo.

 

Mark Ronson, um dos convidados de Sir. Paul McCartney

Mark Ronson, um dos convidados de Sir. Paul McCartney

 

New é um álbum que vai deixar os fãs de Paul McCartney muito felizes ! Para conferir mais do novo rebento do “rapaz” é só acessar www.paulmaccartney.com , site super completo. Vale navegar por ele um bom tempo .

Macca, um jovem senhor cheio de músicas na cabeça

Macca, um jovem senhor cheio de músicas na cabeça

 

Aqui no Link Sonoro você confere Queenie Eye, vídeo cheio de participações pra lá de especiais.

Até a próxima!

 

 
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Publicado por em 10/24/2013 em Música

 

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