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Casuarina – No Passo de Caymmi

Lá se vão 13 anos desde o início de um dos grupos de samba que mais vem se destacando no cenário musical brasileiro nos últimos tempos. O bairro da Lapa, redudo de vários sambistas cariocas, foi o local onde o grupo Casuarina começou sua jornada musical em 2001. De lá pra cá foram 6 CD’s e 2 DVD’s que conquistaram público e crítica.

 

Casuarina, 13 anos de muito samba e alegrias

Casuarina, 13 anos de muitos sambas e alegrias

 

Este ano os rapazes do Casuarina se lançaram em um novo projeto, que celebra os 100 anos de Dorival Caymmi. No Passo de Caymmi traz releituras para grandes sucessos do compositor além de uma banda mais intimista.

 

No Passo de Caymmi

No Passo de Caymmi

 

Para saber mais sobre este novo álbum e a influência de Caymmi para o Casuarina, a gente conversou – aqui no Link Sonoro – com um dos vocalistas e “homem do pandeiro” do grupo, Gabriel Azevedo.

 

 

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 10/30/2014 em Música

 

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Joy Denalane e seu soul alemão

Caetano Veloso já dizia na música “Língua” : “Está provado que só é possível filosofar em alemão”. Filósofos como Nietzsche, Shopenhauer, Kant e tantos outros provam essa máxima de Caê.

 

A filosofia de Nietzsche sim, mas o soul de Denalane também

 

Mas os tempos são outros e agora, no século XXI, a gente pode ver que também é possível fazer soul em alemão. A cantora Joy Denalane mostra que há muito mais que filosofia nas terras germânicas. O pai sul-africano e a mãe alemã  cederam uma mistura perfeita para o DNA da moça que, muito cedo, descobriu que a música era o seu destino. Aos 16 anos seguiu seu caminho e começou a se apresentar em bandas de reagge e soul como Culture Roots e Family Affair.

 

Joy Denalane, soul alemão de 1a qualidade

Joy Denalane, soul alemão de 1a qualidade

 

Hip hop, soul, jazz, blues e reagge fazem parte do leque de produções de Joy, que além de ter uma voz belíssima e cantar em alemão e inglês também é compositora. Seu primeiro disco, Born and Raise, chamou a atenção de público e crítica e daí em diante a moça soltou mais dois álbuns de estúdio e um ao vivo. Em inglês ou alemão, Joy consegue mostrar que a música está muito além das fronteiras da língua e uma breve audição de seu trabalho vai fazer você cantarolar em alemão mesmo sem saber uma única palavra.

 

Born And Rise

Born And Rise

 

O mais recente trabalho da artista foi lançado em 2011 e tem o nome do meio de Joy Denalane, Maureen. Sim porque seu nome completo é Joy Maureen Denalane. O álbum traz todos os elementos que se precisa para fazer um bom soul. Uma interpretação refinada, uma banda entrosada e um swing particular em cada faixa. A língua alemã, por mais dura que possa parecer, cai como uma luva em cada composição.  Faixas como Niemand (Was Wir Nicht Tun), Mehr Als Wir e Nie Mehr ( que tem a participação de Julian Williams) são verdadeiras delícias sonoras. Mas, se você sentir falta de um “inglesinho básico” está lá Happiness, no melhor estilo balada romântica.

 

Maureen

Maureen

 

Vale destacar também a super banda que acompanha Joy Denalane. Metais bem colocados, um baixo cheio de groove, guitarras com muito ritmo e, como não pode faltar na boa soul music, backing vocals poderosas e com muito estilo. Para conferir o trabalho de Joy a melhor pedida, claro, é seu site www.joydenalane.com. Fotos, vídeos, discografia, tudo para matar a curiosidade de escutar : um bom soul em alemão!

 

Joy

Joy

 

Aqui no Link Sonoro você fica com a faixa Niemand (Was Wir Nicht Tun).

 

 

Até a próxima! :D

 
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Publicado por em 10/23/2014 em Música

 

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Tika – Tika (EP)

Se tem uma coisa que o vasto território da música brasileira nos oferece em abundância são cantoras. Elas vem de estilos diferentes, vozes afinadas – independente de seus tons – e muita criatividade e personalidade. Afinal em um país de Elis, Gal, Bethânia, Marisa Monte, Cássia Eller, Rita Lee, Nana Caymmi e tantas outras, é preciso mais que o simples desejo de cantar para alçar voos maiores.

 

Brasil : um solo fértil de  cantoras

Brasil : um solo fértil de cantoras

 

E aqui a gente abre espaço para mais um grata surpresa do universo sonoro nacional. Seu nome é Maria Ignatti Casonato, mas a pompa de um nome meio italiano não combina com a delicadeza de sua proposta musical e daí surge a cantora Tika. Com a música e dança sempre presentes em sua vida desde a infância, a moça buscou na Universidade Federal de São Carlos sua formação musical e após o período acadêmico, e a mudança para São Paulo, Tika começou a se enveredar pelo universo da música independente e a conhecer novos artistas como Fernando TRZ, que produziu o primeiro EP da cantora.

 

Tika

Tika

 

O trabalho leva o nome da artista, Tika, e traz quatro faixas autorais, já sinalizando a sua veia compositora. As letras tem um forte tom autobiográfico e as parcerias, certeiras!, dão às canções um ar suave e bem elaborado.  Pipo Pegoraro, Rodrigo Campos, Thiago França e Tatá Aeroplano fazem a cama – cheia de efeitos e detalhes sonoros – para a voz afinada e a interpretação delicada de Tika.

 

O primeiro voo solo

O primeiro voo solo

 

Artista conectada, Tika lançou seu EP em formato digital e você pode conferir a estreia da moça em seu primeiro voo solo no site www.tikamusic.com . Vale à pena ficar atento ao trabalho desta cantora, muita coisa boa pode vir por aí!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Anjo.

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 10/17/2014 em Música

 

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Arrigo Barnabé – Caixa de Ódio 2

Este ano Lupicínio Rodrigues completaria 100 primaveras. Lupe, como era carinhosamente chamado, trazia em suas canções o amor, a traição, os sentimentos intensos e, claro, a mulher. Mesmo que em uma visão bem diferente do nosso séc. XXI…. Sua obra foi gravada por diversos artistas desde de Dalva de Oliveira à ….Arrigo Barnabé.

 

Arrigo Barnabé

Arrigo Barnabé

 

Artista celebrado por toda a MPB, responsável pela união da música erudita e a música popular, Arrigo, desde 2009, vem rodando pelo Brasil com o espetáculo Caixa de Ódio, show que abraça a extensa obra de Lupicínio Rodrigues. Mas justamente pelo tamanho e importância da obra de Lupe, surgiu o Caixa de Ódio 2. E aqui no Link Sonoro você confere um bate-papo com Arrigo Barnabé sobre esse seu projeto e, claro, Lupicínio Rodrigues.

 

Lupicínio Rodrigues

Lupicínio Rodrigues

 

 

Até a próxima! :D

 

 

 
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Publicado por em 10/10/2014 em Música

 

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Interpol – El Pintor

O papo no Link Sonoro é música. Mas para começarmos a conversa desta edição é preciso entender o que é um anagrama. Então vamos lá: anagrama (segundo nossos dicionários da língua portuguesa ) é o rearranjo de letras ou frases para se criar uma nova palavra usando as letras originais, uma vez.

 

Anagrama

Anagrama

 

Você deve estar se perguntando: Por que tudo isso? Simples: El Pintor, recém-lançado álbum do Interpol, é um anagrama do nome da banda. Jogue um pouco com as letras e você vai perceber essa “brincadeirinha” do rapazes.

 

El Pintor

El Pintor

 

El Pintor vem em uma fase em que o quarteto se torna um trio, com a saída do baixista Carlos Dengler, que era um cara importante na composição das canções do Interpol. O vocalista Paul Banks assumiu, pelo menos nas gravações, o posto vago e junto com os outros integrantes soltou as 10 faixas que podem deixar os fãs altamente felizes ou, quem sabe, receosos com os novaiorquinos. Mas…El Pintor tem sim seus encantos, para alegria e felicidade de muita gente.

 

Paula Banks

Paula Banks, agora no comando do baixo

 

No repertótio que compõe o CD, o que percebemos é que a banda está sim em um momento de transição, mas sua identidade sonora continua a mesma. É claro há a evolução da técnica e dos arranjos, afinal já são alguns anos de estrada, e Everything Is Wrong, Ancient Ways, Same Town New Story e Twice As Hard soam mais encorpadas e vigorosas que algumas composições  anteriores.

 

Agora...somos três

Agora…somos três

 

Para os mais exigentes El Pintor vai soar mais do mesmo. Mas…algumas audições depois e você vai perceber que o Interpol traz o seu rock bem elaborado, a presença cênica forte de seus integrantes e melodias super bem produzidas. Vale à pena conferir o novo trabalho desta galera de Nova York e torcer para mais uma passagem dos moços pelo Brasil!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa All The Rage Back Home .

Até a próxima! :D

 

 

 

 

 
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Publicado por em 10/02/2014 em Música

 

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Gilberto Gil – Gilbertos Samba

Desde que a música brasileira foi envolvida pela transformadora maneira de um baiano chamado João Gilberto fazer samba, todas as certezas musicais que permeavam a nossa sonoridade foram delicadamente alteradas. O ano era 1958 e o violão elaborado, a voz baixa e a cadência suave deram origem a um estilo que ganhou corpo e também o mundo. A bossa-nova. Mesmo com toda leveza, Chega de Saudade de João Gilberto caiu como uma bomba na cabeça de músicos e do público. E até aqueles que navegavam por outros estilos, se renderam a nova, complexa e harmoniosa forma do banquinho e violão.

 

João Gilberto - Chega de Saudade

João Gilberto – Chega de Saudade

 

Já se passaram anos, e muitos outros irão passar, e a bossa-nova continua sendo um dos símbolos musicais mais fortes do Brasil. E Gilberto Gil, como bom defensor da nossa música brasileira, prestou uma homenagem das mais elegantes não só a João e a bossa, mas também ao Brasil e sua história. Sim, porque justamente por ter nascido e crescido em um momento tão marcante do país, foi trilha sonora de fatos e acontecimentos inesquecíveis. E assim nasceu Gilbertos Samba, álbum mais recente de Gil que traz em seu repertório pérolas clássicas do universo da bossa-nova, além de duas novidades criativas do moço.

 

Os anos 50 foram marcados por  JK, presidente bossa-nova

Anos 50: marcados pelas várias mudanças de JK, o presidente bossa-nova

 

O fio condutor de Gilbertos Samba é a voz cristalina de Gil, seu violão limpo e melodioso, percussões bem colocadas e algumas surpresas como a sanfona, a guitarra e as batidas eletrônicas. O Pato, Desafinado, Desde Que o Samba é Samba, Doralice, Você e Eu e as inéditas Um Abraço no João e Gilbertos estão poeticamente organizadas em uma sequência impossível de se escutar somente uma vez.

 

Gilbertos Samba

Gilbertos Samba

 

Em Gilbertos Samba, Gil vem acompanhado – além da atemporal bossa-nova – da sonoridade conteporânea de Domenico Lancelloti, Rodrigo Amarante e Pedro Sá e da tradição musical de Dori e Danilo Caymmi. E para completar o time eclético e afinado, Bem Gil e Moreno Veloso põe a mão na massa e se encarregam de tocar a produção do disco. Tudo sob a batuta certeira de Gilberto Gil, que assina a direção musical.

 

Um banquinho e um violão. Afinal "o belo está no simples"

Um banquinho e um violão. Afinal “o belo está no simples”

 

Difícil citar aquele que seja o melhor disco de Gil, mas com certeza Gilbertos Samba vai entrar na lista de muita gente por aí.  E talvez na sua também, afinal – como disse lá em cima – é impossível escutar o novo álbum de Gil somente uma vez. Nossos ouvidos sempre pedem mais!

Aqui no Link Sonoro você confere Você e Eu.

Até a próxima!

 

 

 

 
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Publicado por em 09/24/2014 em Música

 

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Sarah Vaughan – O Som Brasileiro de Sarah Vaughan (1978)

O ano era 1978 e Sarah Vaughan se uniu a um time de feras da música brasileira no estúdio da RCA, no Rio de Janeiro, para registrar o disco O Som Brasileiro de Sarah Vaughan. Esse foi o 1º de três álbuns em que a cantora explorou o vasto, e fértil, repertório nacional. Vale lembrar que antes de tudo isso, Sarah já havia dividido o palco com Wilson Simonal em um dueto pra lá de bem humorado. Ou seja, ela era uma apaixonada pela nossa rica MPB já tinha um bom tempo.

 

O Som Brasileiro de Sarah Vaughan

 

Em O Som Brasileiro de Sarah Vaughan a cantora selecionou um repertório elegante e bem variado. Com a produção de Aloysio de Oliveira e  Durval Ferreira, o álbum traz versões em inglês para Travessia, do então jovem Milton Nascimento, que aqui ganhou o título de Bridges, Das Rosas ( Roses and Roses ) de Dorival Caymmi, Se Todos Fossem Iguais a Você ( Someone To Light Up My Life ) de Tom e Vinícius e Preciso Aprender a Ser Só ( If You Went Way ) dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle. Só pra citar algumas pérolas que você vai encontrar  neste álbum memorável.

 

Hélio Delmiro e Sarah Vaughan, imagina o que estava saindo ali….

 

As participações : essas são um caso à parte. Pense em um estúdio de gravação…..agora imagine que estão lá “fazendo um som”, além de Sarah Vaughan, Tom Jobim, Helio Delmiro, Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Wilson das Neves, Danilo Caymmi e Paulo Jobim. É de tirar o fôlego sonoro de qualquer um, e não é para menos. Miss Vaughan conseguiu extrair de cada um, através do seu canto, o que havia de mais requintado em seus instrumentos. O resultado foi um disco harmonioso, bem produzido, altamente elaborado e que conseguiu, mesmo em inglês, mostrar a sutileza das letras e melodias dos seus compositores. Um álbum clássico e atemporal que merece espaço nos nossos HD’s. Afinal, não é todo dia que podemos escutar um grupo tão afinado como este!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Bridges, versão de Sarah Vaughan para Travessia de Milton Nascimento.

Até a próxima!

 

 

 

 
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Publicado por em 09/17/2014 em Música

 

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