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Criolo – Convoque Seu Buda

Em 2011 o rapper paulista Criolo soltou um dos álbuns mais aclamados daquele ano, Nó na Orelha. O 2º disco do artista despertou a curiosidade e os ouvidos do mercado musical e seu público ganhou adeptos das mais variadas vertentes da cena brasileira. Passados 3 anos Criolo está de volta com Convoque Seu Buda, um disco que traz o artista com sua poesia urbana e repleta de críticas sociais que já conhecemos, mas também mostra um trabalho sonoro mais amplo e diversificado.

 

Convoque Seu Buda

Convoque Seu Buda

 

Convoque Seu Buda, que tem a produção de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, foi lançado sem muitas frescuras. Criolo disponibilizou o álbum para streaming e download gratuito e, faixa-a-faixa, o público foi descobrindo uma colcha de retalhos musical feita de reagge, rap, pop, samba, baião e por aí vai. E para que esta salada sonora ganhasse o tempero perfeito, o moço vem acompanhado por uma banda bem amarrada que sabe dosar na medida certa  cada acorde.

 

Criolo convoca o público para uma viagem musical ampla e diversificada

Criolo convoca o público para uma viagem musical ampla e diversificada

 

Em suas composições Criolo traz a crítica social, a fé, o cotidiano das metrópoles, referências a Sartre, Black Alien, Nietzsche e Sabotage e uma dose de alegria e leveza. Outro destaque em Convoque Seu Buda são os convidados. Tulipa Ruiz, Juçara Marçal e o rapper Neto entraram na onda sonora de Criolo e contribuíram com vocais afinados e interpretações pontuais.

 

 

Tulipa Ruiz

Tulipa Ruiz

 

Convoque Seu Buda é um álbum que traz um trabalho amplo, bem produzido e que vale muita à pena ser conferido na íntegra. Dê um pulinho no site do Criolo, lá o disco está disponível para download e streaming.

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Esquiva de Esgrima.

Até a próxima! :D

 

 

 

 
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Publicado por em 12/19/2014 em Música

 

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Foo Fighters – Sonic Highways

Um dos lançamentos mais esperados do ano para uma legião enorme de fãs, sem dúvida, era o 8º álbum do Foo Fighters, Sonic Highways. Dave Grohl e Cia. criaram um projeto que vai muito além do som e fizeram uma espécie de “mapeamento” da música norte-americana. Não entendeu? A gente explica.

 

Sonic Highways

Sonic Highways

 

Para registrar Sonic Highways, o Foo Fighters gravou cada uma das 8 faixas que compõem o disco, em 8 estúdios espalhados por 8 cidades diferentes dos Estados Unidos. Em cada local um convidado que trouxesse para as canções da banda as características daquela região. Com isso uma lista de músicos de primeira linha acompanhou o grupo em suas gravações. Estão lá Zac Brown, Gary Clark Jr. , Joe Walsh, Rick Nielsen entre outras feras das música americana.

 

Até Barack Obama marca presença em Sonic Highways

Até Barack Obama marca presença em Sonic Highways

 

Mas a mente criativa de Dave Grohl foi além e – em parceria com a HBO – registrou a gravações, bate-papos, ensaios e soltou, junto com o disco, um documentário de 8 capítulos, onde o público vai descobrindo aos poucos a história e a influência de cada estilo na produção musical norte-americana e, claro, do Foo Fighters também. Em Sonic Highways Chicago é representado pela faixa de abertura Something From Nothing, Texas foi a inspiração de What Did I Do? , Outside traz o ar californiano de Los Angeles e Seattle marca presença na balada Subterranean. Tudo isso embalado pelo o rock sem frescura da banda e o vocal rasgado de Dave Grohl. Aliás, segundo o próprio Dave, “o álbum é uma carta de amor à história da música norte-americana”.

 

Foo Fighters

Foo Fighters

 

Em suas viagens por essas “estradas sonoras” o Foo Fighters conseguiu criar um álbum direto, objetivo e muito bem produzido. Vale à pena conferir Sonic Highways, tanto o disco quanto o documentário, e descobrir a riqueza musical que tanto influenciou Dave Grohl e seus companheiros.

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Something From Nothing gravada em Chicago.

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 12/12/2014 em Música

 

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Secos e Molhados (1973)

A década de 1970 no Brasil, e na América do Sul, foi marcada por ditaduras pesadas que fizeram o continente amargar um período de censuras, torturas, silêncios e o “sumiço” daqueles que tentavam retomar a identidade perdida de vários povos. Tão forte quanto a luta armada era a luta artística. Não é segredo pra ninguém que toda a arte produzida em períodos de turbulência, vem cheia de flechas embutidas em poesias, traços, imagens e sons que podem ser mais certeiros que qualquer bala ou algo que o valha. É só dar uma passeada rápida nas obras de Caetano, Chico, Gil, Glauber Rocha, Hélio Oiticica, o jornal Pasquim, Secos e Molhados e por aí vai. Secos e Molhados?!?!? Sim, afinal era preciso muita coragem para subir em um palco, mesmo com toda a beleza poética, e se apresentar em trajes e trejeitos nada adequados para aquela época. E é aqui que começa nosso papo sobre esse grupo que, sem pretensão de mudar nada, mudou tudo.

 

Tônia Carreiro, Eva Wilma, Norma Bengell, era muita gente querendo falar

Tônia Carreiro, Eva Wilma, Norma Bengell, era muita gente querendo falar

 

A história começa mais ou menos assim, dois amigos e vizinhos se reúnem para fazer um som sem muito compromisso e criam um grupo chamado Eric Expedição. João Ricardo e Gerson Conrad eram dois jovens cheios de ideias musicais, mas ainda faltavam alguns elementos para criar um grupo de peso. Naquele momento João começava um esboço do que seria o Secos e Molhados, inserindo em sua música violas, percussão e gaita. Mas…..ainda faltava alguma coisa, e essa “ coisa “ estava no Rio de Janeiro. A cantora Luli ( da dupla Luli & Lucina ) soltou a dica : tem um cantor lá na capital fluminense que tem uma voz fora do comum. Resultado, os dois saíram de Sampa correram para o Rio e deram de cara com Ney Matogrosso. Pronto….a química sonora aconteceu.

 

Gerson, Ney e João, química sonora perfeita

Gerson, Ney e João, química sonora perfeita

 

O ano era 1973 e depois de dois anos tocando na noite paulistana, e conquistando um público cada vez mais fiel, o Secos e Molhados assina com a gravadora continental e grava, em 2 semanas, um disco que nunca mais iria sair da memória da música brasileira. 41 anos depois, Secos e Molhados – o álbum – influencia, faz cantar e passa aquela ideia de transgressão, mesmo em pleno século XXI. Às vezes podemos até nos perguntar : o que faz deste trabalho, algo tão atemporal e marcante? Uma das respostas pode ser a estética, o conceito e o bom gosto. Sim, o repertório era composto por poesias de Vinícius de Moraes e Manuel Bandeira e pelas letras que iam do caráter social ao amor escritas por João Ricardo e seu pai João Apolinário. Tudo servido em meio a um leque melódico que ia do fado ao rock em fração de segundos.

 

Secos e Molhados - 1973

Secos e Molhados – 1973

 

No Secos e Molhados, música e poesia ganhavam uma cara, um corpo e uma imagem. O que começou sem grandes intenções se tornou uma marca do grupo. Os figurinos super elaborados e maquiagens pesadas completavam o círculo criativo proposto pelos rapazes. Meio homens, meio animais, em tons escuros ou brilhantes, com peles ou penas, tudo isso somado à voz e interpretação poderosa de Ney Matogrosso. E lembre-se : em pleno governo Médici. Falar e agir fora do proposto por “eles”, era um problema. Mas não foi para o Secos e Molhados, afinal a faixa O Vira conquistou as inocentes criancinhas brasileiras e se você tem em torno de 40 anos já dançou, e muito! ,  essa música. Deve se lembrar também das imagens marcantes da apresentação do grupo no Maracanãzinho e de canções como Flores Astrais, Rosa de Hiroshima, El Rey, Fala e Sangue Latino. Basta escutar esse álbum com cuidado para perceber a complexidade dos arranjos, os timbres multicoloridos e a liberdade criativa que esses caras esbanjavam. Uma obra de arte completa cheia de poesia, música, teatro e dança.

 

Homem-bicho-música-teatro

Homem-bicho-música-teatro

 

Se você andava meio esquecido, ou esquecida, deste disco aproveite seu aniversário de 41 anos para refrescar sua memória musical. Com certeza alguns detalhes vão te surpreender !

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Fala.

Até a próxima! :D

 

 

 

 

 
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Publicado por em 12/05/2014 em Música

 

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U2 – Songs of Innocence

Como acontece com toda super banda que carrega na bagagem anos de sucesso e fãs fiéis por todo mundo, o lançamento de um novo trabalho provoca uma expectativa gigante e um burburinho generalizado.  E assim foi com o U2 e seu mais recente álbum, Songs Of Innocence. Desde No Line On The Horizon, se passaram 5 anos sem nada de novo vindo dos irlandeses. Depois deste período de espera, o lançamento de Songs Of Innocence gerou uma repercussão enorme, tanto positiva quanto negativa.

 

Songs Of Innocence

Songs Of Innocence

 

O disco chegou ao mercado junto com o Iphone 6, sim, a pessoa comprava o aparelho e o disco já estava lá dentro, sem aviso ou opção de deletá-lo. O que era para ser uma estratégia de primeira, afinal o grupo tem fãs espalhados pelo mundo inteiro, gerou desconforto para algumas pessoas e a Apple precisou criar uma ferramenta que possibilitasse que o “applemaníaco” deletasse as faixas, caso quisesse. Mas mesmo com algumas reclamações, o U2 segue firme no trabalho de divulgação do álbum.

 

U2

U2

 

Songs Of Innocence, que tem a produção de Danger Mouse (membro do Gnarls Barkley), é a primeira parte de um projeto que inclui o lançamento de um novo disco intitulado Songs Of Experience, que segundo Bono Vox sairá em breve. Os dois nomes são inspirados em Songs of Innocence and of Experience, obra do poeta inglês William Blake. Não se pode dizer que o U2 se superou neste disco, mas o álbum traz momentos que nos remetem aquele U2 de algumas décadas atrás, com seu rock objetivo e viceral.

 

Songs of Innocence and of Experience - Willian Blake

Songs of Innocence and of Experience – Willian Blake

 

Em Songs of Innocence, Bono Vox e Cia apresentam canções que remetem a juventude dos rapazes, como a faixa de abertura, The Miracle, uma clara homenagem ao Joey Ramone, e Cedarwood Road nome da rua onde Bono viveu na infância. A memória política também está lá em Raised by Wolves, que lembra a explosão de um carro-bomba em Dublin e a mãe de Bono – já falecida – e sua esposa são devidamente homenageadas em Iris (Hold Me Close) e Song for Someone, respectivamente.

 

U2 antigamente

U2, rock objetivo e viceral

 

Songs Of Innocence traz arranjos bem trabalhados, a bateria bem marcada de Larry Mullen e o bom e velho entrosamento de Adam Clayton e The Edge. Talvez por ter uma sequência cheia de altos e baixos, em alguns momentos temos aquela vontade de pular para a faixa seguinte, mas vale se manter firme e conferir Songs Of Innocence na íntegra.

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa The Miracle (Of Joey Ramone).

 

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 11/28/2014 em Música

 

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Paulinho da Viola, seus 50 anos de carreira e o clássico Nervos de Aço

50 anos! Seja de vida, de união ou de carreira, é uma data emblemática, principalmente se durante todo esse período o resultado tenha sido uma trajetória iluminada, musical e poética. E assim é com Paulinho da Viola, um dos membros da realeza do samba que completa 50 anos de dedicação à música brasileira.

 

Paulinho, 50 anos de samba e poesia

Paulinho, 50 anos de samba e poesia

 

Paulinho da Viola nasceu em um ambiente altamente musical, seu pai – César – era integrante do grupo Época de Ouro que tinha entre os seus membros o lendário Jacob do Bandolim.  Não tinha como o então garoto Paulinho, não beber na fonte do choro e do samba e ver seu violão e cavaquinho guiados por esses bambas da MPB.

 

Grupo Época de Ouro

Grupo Época de Ouro

 

Nessas cinco décadas foram vários álbuns, diversas parcerias e shows memoráveis. Mas aqui no Link Sonoro a gente escolheu um disco, da vasta discografia de Paulinho, para homenageá-lo. Uma obra que resume toda a beleza de sua carreira, Nervos de Aço lançado em 1973.

 

Nervos de Aço

Nervos de Aço

 

Dificilmente você vai encontrar um disco que misture o samba, o choro e o experimentalismo com tanto bom gosto e coerência.  Esse trabalho é um divisor de águas na carreira de Paulinho e na MPB. O bom gosto e a elegância sempre foram sinônimos do nosso “príncipe dos samba”. Para acompanhá-lo em Nervos de Aço os critérios não poderiam ser outros : músicos de alta qualidade, de extrema sensibilidade e que fossem profundos conhecedores das nuances da música brasileira. E ele acertou em cheio na lista de convidados para a gravação do LP ( sim na época não havia CD, MP3 e outros formatos sonoros). Estão lá Cristovão Bastos, Elton Medeiros, Dazinho e Nelsinho do Trombone só pra citar alguns.

 

Cristovão Bastos, um dos ilustres convidados de Nervos de Aço

Cristovão Bastos, um dos ilustres convidados de Nervos de Aço

 

A poesia de Paulinho da Viola é outra história à parte. Com a mesma sensibilidade e leveza que Paulinho corre seus dedos pelo seu violão, e algumas vezes pelo cavaquinho, ele analisa, absorve e repassa para suas letras dramas e amores. Comprimidos, Roendo as Unhas, Choro Negro e Cidade Submersa são só algumas pérolas do moço. Mas ele abriu espaço para outros bambas da MPB. No repertório Lupicínio Rodrigues com a faixa-título Nervos de Aço, Chico Buarque e a bela Sonho de um Carnaval, Jorge de Castro e Wilson Batista representados por Nega Luzia, Carlos Cachaça e o mestre Cartola reverenciados em Não Quero Mais Amar a Ninguém e Mijinha tem em Sentimentos o carro abre-alas do álbum.

 

Cartola e Paulinho da Viola

Cartola e Paulinho da Viola

 

Nervos de Aço é um daqueles álbuns que devem ser escutados de tempos em tempos para que a história do samba e da nossa música brasileira não fuja da nossa memória. Para você que quer  lembrar, conhecer ou aprender mais sobre o príncipe Paulinho da Viola é só acessar o site deste jovem senhor cheio de samba e poesia paulinhodaviola.com.br. Boa viagem pela história da música popular brasileira!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Roendo Unhas.

Até a próxima! :D

 

 

 
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Publicado por em 11/21/2014 em Música

 

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Julian Casablancas + The Voidz – Tyranny

Lá se vão 5 anos desde o lançamento de Phrazes for the Young (2009) de Julian Casablancas ( vocalista do The Strokes ). De lá pra cá ele soltou um trabalho com sua banda, Comedown Machine (2013 ),  se tornou pai e ao lado do The Voidz, banda que o acompanha em seu trabalho solo, lançou recentemente Tyranny. Esses cinco anos aumentaram a bagagem musical e pessoal de Julian  e o moço – bem mais maduro hoje em dia – se permitiu um álbum aonde a experimentação, o rock, os vocais distorcidos e o inesperado se fazem presentes.

 

Tyranny

Tyranny

 

Uma coisa é fato : em uma primeira audição Tyranny pode soar confuso e cheio de interferências sonoras desconexas. Já os fãs do Strokes podem demorar a achar o rock característico da banda nas faixas do disco. E eu também confesso : somente na 3ª vez que escutei o álbum na íntegra, comecei a entender a proposta de Julian e seus parceiros.

 

Julian Casablancas + The Voidz

Julian Casablancas + The Voidz

 

Nas 12 composições espalhadas em uma hora de disco, Julian Casablancas navega nas mais variadas formas que o rock tem e foge da zona de conforto que o The Strokes lhe oferece. O The Voidz, banda que acompanha o cantor, traz o peso e a complexidade que Tyranny pede. Afinal, neste álbum Julian Casablancas não parece muito preocupado em agradar crítica ou mercado musical. Os mais variados tipos de percussão, guitarras que vão da distorção ao harmônico, teclados psicodélicos e  um ar retrô fazem a cama para a voz rasgada de Julian.

 

Julian Casablancas

Julian Casablancas

 

Se tem um termo que pode definir Tyranny, esse é “experimentalismo”. Neste trabalho solo tudo é possível na viagem sonora de Julian Casablancas. E o grande mérito é não cair nas amarras do mercado, simplesmente por ser o vocalista de uma banda consagrada. Vale conferir Tyranny e conhecer os caminhos criativos que Julian vem trilhando ao lado do The Voidz.

Aqui no Link Sonoro você fica com a faixa Where No Eagles Fly.

Até a próxima! :D

 

 

 
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Publicado por em 11/14/2014 em Música

 

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Arnaldo Antunes – Um papo sobre Disco

Há mais ou menos 1 ano, Arnaldo Antunes soltou o 10º álbum de sua carreira solo. Lançado faixa-a-faixa e com o nome de Disco, o CD traz vários elementos e estilos que o músico vem trabalhando em sua trajetória artística. Para a mente poética, urbana e contemporânea de Arnaldo Antunes, o que não falta é inspiração para abordar os mais diversos assuntos, das mais variadas formas e com seus inúmeros parceiros do cenário da MPB.

 

Arnaldo Antunes traz em Disco toda a diversidade da sua criação

Arnaldo Antunes traz em Disco, toda a diversidade da sua criação

 

E ninguém melhor que o próprio Arnaldo Antunes para falar de Disco. Aqui no Link Sonoro você confere nossa conversa com o músico.

 

 

Você conferiu o nosso papo com Arnaldo Antunes sobre seu álbum Disco. Para saber mais sobre o trabalho do moço é só acessar http://www.arnaldoantunes.com.br .

Até a próxima! :D

 
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Publicado por em 11/07/2014 em Música

 

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