Busca

linksonoro

um link e muitos sons

Foo Fighters – Concrete And Gold

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

Podcast Foo Fighters

 

 

O mundo do rock ficou alvoroçado este mês, depois de algum mistério e espera o Foo Fighters lançou o nono álbum de sua bem sucedida carreira, Concrete And Gold, disco que traz a banda para perto dos Beatles, Motorhead, além de contar com a participação de alguns convidados pra lá de especiais e outros que são verdadeiras surpresas para um trabalho altamente rock’n’roll, no melhor estilo Foo Fighters de ser e tocar.

 

Concrete And Gold

 

Por várias vezes Dave Grohl  negou para toda a imprensa que sua banda estaria trabalhando em algo novo. Esse discurso fazia parte de um segredo bem guardado e que foi registrado durante seis meses no EastWest Studios em Los Angeles, Califórnia, e que contou com a produção de Greg Kurstin, badalado produtor vencedor de três Grammys por sua colaboração em 25 da cantora inglesa Adele. Mesmo que Adele e Foo Fighters estejam em universos sonoros diferentes Greg conseguiu dar sua contribuição sem que a força das músicas dos rapazes, característica principal do grupo, se perdesse em alguma experimentação nonsense.

 

Foo Fighters

 

Em Concrete And Gold o Foo Fighters usa e abusa das guitarras rasgadas, da bateria cheia de personalidade de Taylor Hawkins e do vocal do seu frontman, Dave Grohl, que por vezes solta a voz a pleno pulmões e por outras imprime uma dose de suavidade em algumas canções. Claro, vale dizer que todos os integrantes do Fighters mostram toda sua versatilidade em demonstrações consistentes de talento e virtuosismo.

 

Dave Grohl

 

Como o estúdio aonde o Foo Fighters gravou seu álbum é muito bem freqüentado, digamos assim, o disco contou com algumas participações pra lá de especiais e que deram um brilho a mais para Concrete And Gold. Sir Paul McCartney marca presença no trabalho assumindo a bateria em Sunday Rain, quem também deu o ar da graça foi Alison Mosshart vocalista do The Kills, em La Dee Da, Shaw Stockman do Boyz II Men deixa seu registro na faixa-título – Concrete And Gold – e, para nossa surpresa, Justin Timberlake faz backing vocal em Make It Right. Deu para perceber que o time de convidados é bem eclético, mas como Dave Grohl e sua trupe sabem conviver harmoniosamente com as diferenças a presença deste seleto time não quebrou a proposta do disco, pelo contrário, encaixou perfeitamente em Concrete And Gold.

 

Grohl e McCartney, dupla pra lá de feliz

 

O resultado deste novo trabalho do Foo Fighters é consistente e vigoroso. A banda permanece no caminho que o alçou ao estrelato com melodias bem elaboradas,  o bom e velho rock’n’roll sem frescuras, a forte presença dos seus integrantes tanto em estúdio quanto nos shows e, claro, a simpatia de sempre destes talentosos rapazes. E por falar em simpatia vai aí uma boa notícia para os fãs brasileiros da banda, eles irão se apresentar no final de fevereiro e início de março ao lado do Queens Of The Stone Age no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Quem se cadastrar no site da Eventim poderá comprar ingressos antecipadamente, com certeza será uma noite do mais puro rock.

 

Josh Homme e Dave Grohl, esses caras vão incendiar o país em 2018

 

Concrete And Gold é um registro digno de uma grande banda de rock e está disponível em diversas plataformas digitais. Para acompanhar a banda de perto é só acessar foofighters.com.

Até a próxima! 😀
Anúncios

Ângela Ro Ro – Selvagem

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Ângela Ro Ro é uma das figuras mais marcantes da música brasileira. Desde o início, sua carreira é pautada por composições emblemáticas, projetos pulsantes e, claro, pela sua voz rouca e sua interpretação visceral. Seu repertório é um coletivo de hits que está, e ainda vai ficar por muito tempo, gravado na memória do público e de artistas dos mais variados estilos. Com 40 anos de carreira a moça não perde o fôlego e este mês ela lançou Selvagem, álbum que saiu pela gravadora Biscoito Fino.

 

Selvagem

 

Em Selvagem Ângela traz faixas inéditas e fresquinhas que transitam entre baladas, xaxados, rock,  samba e blues, estilo aliás que cai como uma luva no seu jeito de cantar. Em meio a crise econômica que assola o país, Ro Ro resolveu enxugar o máximo possível e no álbum ela vem acompanhada do pianista e arranjador Ricardo McCord, parceiro de longa data da cantora. Quem já teve a oportunidade de conferir essa dupla ao vivo, sabe que sobra talento, sintonia e bom gosto nestes dois.

 

McCord e Ro Ro, sintonia perfeita

 

Nas 11 faixas que estão em Selvagem, Ângela mantém a força do seu canto em arranjos bem elaborados por McCord, que utiliza de vários recursos tecnológicos além do seu já conhecido, e bem tocado, piano fazendo uma cama perfeita para o tom grave e pulsante da voz de Ro Ro, que diga-se de passagem continua intacta e com a mesma intensidade de sempre. Para Ângela o tempo foi sim um grande aliado.

 

Ro Ro, dona de umas das vozes mais marcantes da MPB

 

Vale falar sobre as composições do novo trabalho de Ro Ro. Todas inéditas, as letras de Ângela são poesias por vezes autobiográficas, outras tratam das cores do amor e algumas passam pela crítica, sempre bem humorada, do cotidiano e da vida. Ro Ro é uma mulher antenada e conectada com o mundo, sempre atenta as mudanças e acontecimentos, seu olhar observador e sensível é peça fundamental para a poesia da moça que consegue falar com leveza e lirismo dos temas mais variados.

 

Sempre antenada com tudo ao seu redor

 

Ângela é  uma artista cheia de talento, criatividade e com muito a dizer, talvez por isso seus lançamentos são sempre aguardados pelo mundo da música e pelos amantes da boa MPB. Se você ainda não escutou Selvagem, vale à pena conhecer este novo trabalho de Ro Ro que está disponível em diversas plataformas digitais. E se quiser acompanhar a cantora de perto é só acessar facebook.com/angelaroro ou twitter.com/angelaroro. Se você é daqueles aficcionados da música popular brasileira taí uma boa dica para seus passeios sonoros.

Até a próxima! 😀

 

LCD Soundsystem – American Dream

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Alguns artistas e grupos marcam tanto o cenário musical que suas histórias são sempre revisitadas, seus lançamentos super esperados e a notícia, verdadeira ou não, do encerramento de suas atividades causa um verdadeiro reboliço tanto na mídia como entre seus fãs. Esse é o caso do LCD Soundsystem e do seu mentor James Murphy. Desde o início da trajetória do grupo seus trabalhos foram altamente elogiados, suas músicas marcaram toda uma geração e artistas das mais variadas vertentes se renderam a criatividade de James e seus companheiros. Isso tudo com uma discografia que incluía, até então, apenas 3 álbuns.

 

James Murphy

 

Em 2011 James Murphy anunciou o encerramento dos trabalhos do LCD Soundsystem, fato que gerou o documentário Shut Up And Play The Hits onde eles buscavam, entre outras coisas, esclarecer o final da banda. Enfim, alguns anos depois e após a participação em vários projetos James Murphy anunciou, para delírio de seus fãs, o retorno do LCD com o álbum American Dream. À partir daí algumas faixas ganharam destaque na web e recentemente o álbum chegou ao mercado trazendo mais um daqueles momentos musicais irretocáveis de Murphy e sua trupe. Em suas 10 faixas American Dream mostra para o ouvinte, que conhece ou não o trabalho do Soundsystem, porque eles são referência quando o assunto é música conteporânea. E eles não decepcionaram, American Dream é a sequência de uma jornada musical criativa e bem produzida.

 

American Dream

 

Neste novo trabalho James Murphy e sua trupe conseguem ir de um extremo ao outro, passando por canções intimistas, outras com um viés mais experimental, levadas oitentistas e momentos vibrantes sem perder o norte proposto para este novo projeto do LCD Sondsystem. Murphy dá para cada composição o tom certo com sua voz e interpretação que acompanham a vibração de cada momento do disco.

 

James em ação e com a criatividade em alta!

 

Já os temas tratados em American Dream passeiam pela admiração por David Bowie, amizades perdidas e o desencanto com o momento atual pelo qual o mundo passa em críticas sutis. Para cada composição um mosaico musical bem à la LCD Soundsystem com sonoridades industriais, sintetizadores marcantes, guitarras bem arranjadas e batidas cheias de grooves.

 

David Bowie, um ídolo para James Murphy

 

Em American Dream o LCD Soundsystem mostra que tem muito fôlego criativo e que são sim um dos nomes mais potentes da música do século XXI. Se você ficou curioso para conhecer American Dream e o navegar pelo trabalho do LCD é só acessar lcdsoundsystem.com. Está tudo lá, redes sociais, áudios, vídeos, discografia e muito mais.

Até a próxima! 😀

 

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑