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Um bate papo nota 10 com Marcus Preto, diretor de A Pele do Futuro novo show de Gal Costa

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Ele é o diretor de uns dos álbuns e turnês mais aclamados do momento. Com sensibilidade e criatividade Marcus Preto e Gal Costa fazem um passeio pelo repertório de A Pele do Futuro, álbum mais recente da cantora, além de um apanhado das várias fases da carreira de Gal que, claro, se confunde com a história da música popular brasileira.

A turnê chega a BH e nós aproveitamos para bater um papo com Marcus sobre a Gal, MPB, A Pele do Futuro, seus projetos e muito mais.

LOCAL = Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro – Tel.: 3236-7400)

DATA = 16 de fevereiro (sábado)

HORÁRIO = 21h

INGRESSOS:

Plateia 1= R$ 220,00 (inteira) / R$ 110,00 (meia)

Plateia 2= R$ 200,00 (inteira) / R$ 100,00 (meia)

Plateia Superior: R$ 160,00 (inteira) / 80,00 (meia)

Ingressos à venda nas bilheterias do Teatro, app e site ingressorapido.com.br

 

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Let It Bleed, um dos álbuns mais emblemáticos do Stones

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

Let It Bleed, um dos álbuns mais emblemáticos do Stones – Podcast

 

1969 foi um ano que sacudiu o mundo em vários aspectos e vale a gente refrescar um pouco a memória. Neste ano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua comandando a missão Apollo 11, o general Emílio Garrastazu Médici toma posse como presidente do Brasil sem eleições diretas, nos Estados Unidos aconteceu o Festival de Woodstock, considerado o maior festival de rock de todos os tempos e não é para menos, afinal ele tinha um line up poderoso, na literatura Samuel Beckett levou o Nobel de Literatura, a atriz Sharon Tate, esposa de Roman Polanski, foi assassinada pela tenebrosa e cruel trupe de Charles Manson, os Beatles lançaram Abbey Road e o Rolling Stones lançou Let It Bleed. E é neste fato que a gente queria chegar. O lançamento de um dos álbuns mais emblemáticos do Stones e que vem cheio de histórias.

 

1969 – O ano em que o homem pisou na lua

 

Em 1969 Mick Jagger já se mostrava cada vez mais um homem de negócios e mesmo em meio ao mix de sexo, drogas e rock and roll, o rapaz enxergava sua banda como um produto que devia ser moldado com disciplina e foco. Quem não estava muito nesta vibe era um de seus fundadores, o multi-instrumentista Brian Jones. De formação musical clássica Jones era um das mentes mais brilhantes do grupo, mas o moço cedeu aos encantos da vida de pop star o que gerou alguns desentendimentos com a banda, e com a situação se tornando insustentável o convite para se retirar do Stones foi inevitável. Pouco tempo depois Jones, então com 27 anos, foi encontrado morto em sua piscina. Mesmo com o baque o Rolling Stones se apresentou para 250 mil pessoas no Hyde Park em Londres e como os Beatles não queriam mais o agito dos palcos, os rapazes do Stones, à partir daí, se tornaram especialistas em mega produções e shows gigantescos

 

Brian Jones e Mick Jagger

 

Ao final de um 1969 turbulento, mas com vários momentos fundamentais para a banda, o grupo solta um dos seus trabalhos mais importantes : Let It Bleed o 8o álbum de estúdio do Stones.  Sucessor de Beggars Banquet, de 1968, Let It Bleed  teve a produção de Jimmy Miller, uma parceria que ainda iria se estender por vários álbuns. Foram diversos registros instrumentais e muitos destes ficaram de foram de Let It Bleed e só foram entrar em álbuns posteriores e depois de uma seleção criteriosa o repertório começou a ganhar forma e daí saíram faixas que iriam ter vida longa sendo executadas nos shows da banda até hoje.

 

Let It Bleed

 

Em Let It Bleed os Stones voltaram às raízes do estilo que os rapazes mais gostavam, o Blues. Neste disco o grupo  deu para Love in Vain, um blues de Robert Johnson de 1930, uma roupagem mais contemporânea sem perder a pegada impressa por Johnson no primeiro registro. Outros momentos altos do álbum estão na faixa de abertura Gimme Shelter, a composição que dá nome ao álbum Let It Bleed, Country Honk, um country que cai como uma luva na voz de Mick Jagger, Midnight Rambler e You Can’t Always Get What You Want.

 

Gimme Shelter

 

Um desafio que surgiu na época foi a busca por um guitarrista para ocupar o posto de Brian Jones. O novo instrumentista tinha pouco tempo para pegar as músicas da banda, entrar no ritmo alucinante dos Stones e acompanhar ninguém menos que Keith Richards. A busca não demorou muito e um jovem de apenas 20 anos ingressou no grupo. Mick Taylor topou a empreitada e além de participar do mega show no Hyde Park, também marcou presença nas gravações de Let It Bleed. Um começo para lá de especial para um jovem estreante em uma das maiores bandas da Inglaterra e do mundo. Vale lembrar que mesmo com o novo guitarrista, algumas faixas de Let It Bleed, que haviam sido gravadas anteriormente, levavam os créditos de Brian Jones na guitarra.

 

O novato guitarrista Mick Taylor encarando o desafio no Hyde Park

 

A capa do disco é outra história à parte. Originalmente a arte seria uma obra de Andy Warhol, mas esta foi perdida na bagunça, digamos assim, do escritório dos Rolling Stones. Com isso uma nova capa foi criada por Robert Brownjohn e Delia Smith. Daí saiu o bolo que conhecemos. E o título, Let It Bleed, quase foi alterado para Automatic Changer, mas depois de algumas conversas o primeiro nome venceu.

 

Robert Brownjohn

 

Com relação ao ano em que foi lançado, Mick Jagger certa vez falou que eram tempos muito violentos o que talvez também influenciou os Stones durante a criação de Let It Bleed. Para aqueles jovens rapazes envolvidos com a arte e todas as suas manifestações, a Guerra do Vietnã, guerra nas telas de cinema e os conflitos em várias partes do globo, eram um fardo muito pesado mas que deveria ser denunciado, criticado e colocado em xeque.

 

Guerra do Vietnã, um conflito insano e desnecessário

 

Let It Bleed é um álbum fundamental não só da carreira do Rolling Stones, como também para a história do rock & roll. Se você não conhece ou já se esqueceu deste disco vale à pena escutá-lo várias vezes, com certeza você vai entender um pouco mais dos Stones e de uma período importante da história recente mundial.

 

Os “meninos” do The Rolling Stones

 

Let It Bleed está disponível para audição em diversas plataformas digitais e se você quiser acompanhar o que andam fazendo os garotos do Rolling Stones é só acessar rollingstones.com.

Até a próxima! 😀

 

Vale o Quanto Pesa, a homenagem de Pedro Luis a Luiz Melodia

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Quando surgiu para a MPB, Luiz Melodia foi colocado no pacote dos chamados músicos malditos que envolvia nomes como Itamar Assumpção e Waly Salomão. Mas verdade seja dita, quem criou esse rótulo não estava nos melhores dias da sua criatividade, afinal esses moços simplesmente quebravam tabus, abordavam os mais diversos temas sem rodeios ou medos e tudo com lirismo e sensibilidade. Ou seja de malditos Melodia e seus companheiros não tinham nada.

 

Luis Melodia

 

Em 1973, depois do boom da Tropicália, Bossa Nova e Jovem Guarda, o negro gato Luiz Melodia soltou seu primeiro, e diga-se passagem antológico álbum, Pérola Negra. Nele samba se une ao soul e ao  rock, num misto fruto da parabólica de Melodia que absorvia todos os estilos musicais e poéticos. E 46 anos depois, Pérola Negra continua sendo um álbum atual e referência para músicos de várias gerações.

 

Pérola Negra

 

Um músico que tem em Pérola Negra uma de suas grandes influências é Pedro Luis que em projeto solo, sem seu grupo a Parede, lançou no final de 2018 Vale o Quanto Pesa, álbum que traz versões para boa parte do repertório de Pérola Negra e acrescenta as faixas Juventude Transviada, Cara a Cara e A voz do Morro.

 

Pedro Luis

 

Lançado pela Deck Disk, Vale o Quanto Pesa traz um time especial para participar desta empreitada. Na banda o baterista Élcio Cáfaro, que tocou com Melodia por muitos anos, o tecladista Pedro Fonseca e Miguel Dias no contrabaixo, além de um nipe luxuoso de metais, a percussão tão cara a Pedro e seu violão refinado e os violinos e as gaitas que dão um charme a mais para o disco. Tudo arranjado e produzido com cuidado por Rafael Ramos, que captou a importância deste trabalho e a necessidade de uma dose extra de sensibilidade, afinal Pedro Luis queria extrair o máximo possível de cada verso e nota e dar o brilho merecido para Pérola Negra.

 

Vale o Quanto Pesa

 

A parte gráfica também foi tratada com cuidado e delicadeza. Amiga de Pedro Luis há muitos anos e já íntima de seu desejos para cada um de seus trabalhos, Bianca Romaneda ficou responsável pela concepção do projeto e sua direção de arte. Já as fotos coloridas e cheias de alegrias ficaram por conta de Nana Moraes, que extraiu sorrisos generosos de Pedro Luis.

 

Pedro é só sorrisos em Vale o Quanto Pesa

 

Vale o Quanto Pesa é um trabalho que vale à pena ser conferido por vários motivos, mas principalmente, como falamos, pela bela homenagem a Melodia, pelo cuidado e carinho que Pedro Luis imprimiu em cada faixa e, claro, pelo repertório que faz a gente cantar sem parar. O álbum está disponível para audição em diversas plataformas digitais,  então é só se deliciar com as pérolas de Vale o Quanto Pesa.

Até a próxima! 😀

 

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