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Amor e Música, Maria Rita e a celebração do samba

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

Maria Rita, Amor e Música – Podcast

 

Quando Maria Rita entrou definitivamente para a cena musical brasileira, em 2003, uma série de expectativas foram criadas ao redor da moça. Como seu registro vocal é bem semelhante ao de sua mãe, Elis Regina, o burburinho em torno da cantora foi ainda maior. A MPB, claro, era o norte para seu trabalho de estreia e os que se seguiram, e o samba vinha, a cada disco, ganhando espaço nos repertórios selecionados para os novos álbuns. Mas o estilo mais brasileiro de todos foi conquistando Maria Rita de tal forma que a artista se lançou em um trabalho totalmente dedicado ao gênero. Isso era 2007 e o disco Samba Meu mostrava que ali começava a nascer uma sambista estilosa e cuidadosa na seleção das músicas que seriam registradas.

 

Maria Rita

 

Depois de Coração a Batucar de 2014, da benção oficial de Arlindo Cruz e Mart’nalia, padrinho e madrinha respectivamente de Maria Rita no samba como ela mesmo gosta de falar, chegou no início deste ano às prateleiras Amor e Música, álbum que veio consolidar Maria Rita como uma das grandes representantes do estilo mais querido dos brasileiros. Confiante, amadurecida e confortável em sua nova empreitada, a cantora explora todas as cores da sua voz e nuances da sua interpretação em um repertório bem selecionado que traz no amor, na música, na fé, na esperança e na coragem os temas que embalam as poesias das letras das canções.

 

Amor e Música

 

Em Amor e Música, Maria Rita se cercou de um time de primeira, que deu um brilho ainda maior para o disco. A cantora, que também assina a direção e produção do álbum, trouxe para seu novo trabalho instrumentistas e produtores do primeiro escalão da MPB atual como o guitarrista, e também marido da moça, e Davi Moraes, o baixista Alberto Continentino e os arranjadores Wilson Prateado e Jota Moraes.

 

Maria e Davi

 

Já as composições também trazem parceiros e amigos talentosos e poéticos. Entre inéditas e releituras estão lá Marcelo Camelo que presenteia a amiga com Pra Maria, a faixa título, Amor e Música, é uma versão para a parceria de Moraes Moreira e Luiz Paiva, do padrinho Arlindo Cruz Maria Rita regravou Saudade Louca, Carlinhos Brown marca presença com Cadê Oba e Davi Moraes assina 5 faixas do álbum.

 

Arlindo Cruz, parceiro e padrinho de Maria Rita

 

O samba está na veia de Maria Rita, dá pra perceber em Amor e Música que muito além de gostar, e muito, do gênero a cantora respeita a história deste estilo centenário e se entrega por inteiro em cada faixa do seu novo rebento. Se você ficou curioso para conhecer o novo álbum de Maria Rita ele está disponível em diversas plataformas digitais e para acompanhar o trabalho da cantora maria-rita.com ou facebook.com/mariaritaoficial.

Até a próxima! 😀

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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The Cranberries e sua Dolores O’Riordan

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

2018 mal começou e o mundo da música já registra uma daquelas perdas que deixa fãs, músicos, empresários e toda a cena musical chocados e com aquela sensação de que uma parte importante da história de uma geração encerrou seu ciclo. E não é para menos Dolores O’Riordan – vocalista da banda irlandesa The Cranberries – que foi subitamente soltar sua voz em outras paragens, é um dos nomes mais importantes do pop rock ao lado do seu grupo, que surgiu para sacudir a década de 1990.

 

Dolores O’Riordan

 

Por falar em década de 90, é importante lembrarmos que esse período foi o início da transição pela qual a indústria musical iria passar nas próximas décadas. Até então as poderosas gravadoras e seus diretores de certa forma definiam o que e quem iria estourar, sempre, claro, pensando na possibilidade de vendas estratoféricas e nos milhões que determinado projeto iria render com seus álbuns e shows. Mesmo com tantos “midas” espalhados pelas gravadoras, muita coisa boa aconteceu naquela década que trouxe para o mundo nomes que conquistaram seu lugar na história da música.

 

Anos 90

 

Só para refrescar nossa memória foi nos anos 90 que o grunge soltou sua fúria com nomes como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Stone Temple Pilots. Já na terra da rainha o britpop tinha seu trono disputado por Oasis e Blur, duas bandas que, salvo suas diferenças, faziam um rock bem ao estilo inglês e cheio de personalidade. No lado oposto desta avenida roqueira as chamadas boys e girls bands lotavam estádios por onde passavam e  as Spice Girls, os Backstreet Boys e os irmãos Hanson tinham suas músicas tocadas a exaustão. Madonna dava um tapa de luva nos consevadores com Erotica, um dos melhores trabalhos de sua carreira. E o Guns’n’Roses tentava a todo custo finalizar o interminável Chinese Democracy.

 

Madonna, Erotica

 

Mas aí, eis que de repente, vindo de Limerick uma pequena cidade da Irlanda, país que sofria com verdadeiros abalos sísmicos sociais em meio uma guerra interna pesada, surge em nossas rádios e TV’s uma banda liderada por uma vocalista  que tinha na voz e interpretação seus traços mais marcantes. Nada de apelos sexuais, nada de polêmicas, nada de confusões. Só música boa, bem elaborada e que misturava na dose certa rock, pop music e toques da sonoridade da música de sua terra natal. Esse era o The Cranberries, um grupo que daria para o mundo  vários hits e que faria multidões cantarem suas composições.

 

Um de Limerick chegando para abalar os anos 90

 

Quando os irmãos Noel e Mike Hogan formaram o The Cranberry Saw Us, com certeza eles não imaginavam que o nome da banda mudaria e que eles se tornariam um dos nomes mais importantes da música naquela década de 1990. Mas para que isso acontecesse o destino precisava de uma alteração entre os integrantes do grupo. Com a saída do vocalista original, uma moça se apresentou com uma faixa ainda embrionária que tinha o singelo nome de Linger. Essa garota era Dolores O’Riordan, que imprimiu uma assinatura própria ao som dos rapazes e se tornou um dos elementos decisivos para o sucesso do Cranberries, nome que adotaram à partir de então e que os levaram para o topo das paradas mundo afora.

 

Noel e Mike Hogan

 

Acertos feitos na nova formação da banda e depois de enviar para várias gravadoras as composições Linger e Dreams o pessoal do Cranberries começou a colher os louros das sua criatividade sonora. A imprensa inglesa percebeu que bem ali, vindo dos vizinhos irlandeses havia um grupo que trazia em suas músicas originalidade, força e um som que caía como uma luva nos ouvidos dos mais variados tipos de público. Foi então que em 1993 chega ao mercado Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? disco de estreia que ganhou a produção de Stephen Street, famoso por seus trabalhos com o The Smiths. Linger estourou na velocidade da luz, seguido por Dreams, Wanted e Pretty.

 

Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?

 

No embalo deste sucesso o The Cranberries lançou No Need To Argue em 1994. O eterno desafio do 2º álbum foi para o grupo a consolidação de que sim, eles vieram para ficar. No repertório Zombie, Ode To My Family, Empty e Ridiculous Thoughts. Mais uma vez uma seleção de hits e milhões de cópias vendidas em todo mundo. A voz de Dolores O’Riordan tornava as faixas do grupo grandiosas, seu estilo melodioso e a  presença impactante da sua interpretação nos palcos mostrou que em meio a tantas mudanças no mundo da música, seu talento e de seus companheiros, iria sobressair a qualquer caos.

 

Dolores e sua presença impactante nos shows

 

Alguns álbuns depois e turnês exaustivas, em 2003, o The Cranberries resolveu dar um pausa alegando uma certa queda na criatividade. Dolores e seus companheiros fizerem alguns trabalhos paralelos e em 2009 a banda voltou ativa viajando pelos EUA e Europa. Novos trabalhos vieram e em 2017 a compilação Something Else chega ao mercado com o anúncio de uma turnê que teve algumas datas canceladas em função das fortes dores nas costas que Dolores sentia em função de um problema de coluna. Além disso Dolores travava uma batalha com o transtorno bipolar e a depressão. E no dia 15 de janeiro de 2018 a moça foi soltar sua vozem outros lugares, mas com certeza sua missão musical foi cumprida com sucesso!

 

Missão musical cumprida com sucesso!

 

Os integrantes do Cranberries ainda não decidiram o futuro do grupo sem sua Dolores O’Riordan, mas com certeza eles permanecerão por muito tempo como uma das banda mais importantes da cena musical.

 

O Cranberries e sua Dolores

Para você lembrar ou conhecer o som do Cranberries é só acessar o site oficial da banda cranberries.com e se deliciar com o som destes irlandeses nota 1000!

Até a próxima!

 

 

 

 

Nação Zumbi e a sua Radiola NZ Vol. 1

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

Nação Zumbi, Radiola NZ Vol. 1 – Podcast

 

2017 encerrou com um lançamento pra lá de aguardado, afinal tudo que vem da Nação Zumbi desperta a curiosidade de todos que acompanham a carreira dos padrinhos do manguebeat e, claro, dos novos fãs que a banda angariou ao longo dos anos. O mix de tambores de maracatu com guitarras,  pegadas rock’n’roll, muito swing, teclados e sintetizadores, traz para o som da Nação uma assinatura  sonora que podemos reconhecer nos primeiros acorde de suas canções e releituras.

 

Nação Zumbi

 

E por falar em releituras, elas estão presentes em todo o repertório de Radiola NZ Vol.1  – A Nação Acende Radiola de Clássicos, álbum lançado na primeira quinzena de dezembro, que traz 9 faixas selecionadas a dedo pelo banda e que literalmente “acende a radiola de clássicos” que faze parte das influências e histórias de cada integrante do grupo. Para quem tem 40 anos ou mais as famosas fitas K7 fizeram parte desta geração que encontrava nesta mídia uma forma de gravar e compartilhar a produção musical da época. Num período sem internet e onde o rádio ainda era a melhor forma de divulgação musical, o K7 era um grande aliado de músicos, fãs e todo mundo que queria uma sequência sonora que fosse a sua cara. E foi justamente a memória afetiva deste período que levou a Nação a reunir suas lembranças melódicas neste trabalho.

 

Radiola NZ Vol. 1.

 

O repertório enxuto traz verdadeiras pérolas que vão de Secos e Molhados a Marvin Gaye, passando por Tim Maia, Beatles e David Bowie.

 

Nação Zumbi e Ney Matogrosso

 

Radiola NZ Vol.1  não foi um álbum gravado às pressas, no ímpeto de soltar algo bem rápido nas prateleiras no mercado ou nas playlist’s das diversas plataformas de streaming que existem por aí. Pelo contrário, foi um disco construído aos poucos, levando em consideração as características de cada composição escolhida e buscando os arranjos e sonoridades mais adequados para cada uma. Os tambores característicos da Nação, por exemplo, não surgem em todas as músicas, segundo o frontman Jorge Du Peixe essa escolha foi feita porque nem todas as canções pediam o peso no tambor. Já em outras é esse mesmo tambor que traz a força necessária para composição original. A guitarra de Lúcio Maia ganha várias caras ao longo do álbum, trazendo distorções, efeitos e levadas melódicas de acordo com a vibração de cada música. E a cozinha formada por Dengue (baixo) e Pupillo (bateria) dão a marcação perfeita para a banda esbanjar sua criatividade ao longo do disco.

 

A Nação abriu sua caixinha musical e saiu muita coisa boa de lá!

 

O Volume 1 incluído no título nos faz pensar que talvez venha uma segunda leva de releituras para as músicas que marcaram os rapazes da Nação. Mas como o grupo não lança um trabalho só de inéditas desde 2014, corre-se o risco de algo novo vir por aí, mas Du Peixe já avisou que um projeto de composições fresquinhas requer um tempo de elaboração maior. Então o negócio é curtir Radiola NZ Vol.1 ao máximo e embarcar nessa viagem no tempo e na produção musical de várias épocas e estilos que os moços da Nação nos propõem. Com certeza você vai querer escutar este disco mais de uma vez.

 

Nação!

 

Para acompanhar o trabalho da Nação Zumbi de perto é só acessar  nacaozumbi.com.br ou página oficial dos rapazes facebook.com/nacaozumbi.

Até a próxima!

 

 

 

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