RSS

ABBA \o/

O ano era 1974 e o Festival Eurovisão ganhou temperos suecos. O mundo pop, até então sob o domínio de nomes americanos e ingleses, foi sacudido por 2 simpáticos casais que mudaram definitivamente o cenário musical da época e que são influência até hoje para quem quer fazer mais que melodias simples e pegajosas. O ABBA foi o vencedor daquela edição com a faixa Waterloo, que estourou na Inglaterra e  ganhou o resto do continente europeu.  Daí para o som de Björn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Fältskog e Frida Lyngstad cruzar o Atlântico e estourar nas paradas norte-americanas…foi um pulo.

 

ABBA, dois simpáticos e talentosos casais

ABBA, dois simpáticos e talentosos casais

 

A grande tacada do ABBA foi unir a disco music à arranjos grandiosos e elaborados e ainda colocar duas vocalistas poderosas  e “bonitonas” na linha de frente do grupo. Mas não se engane, ao vivo eles funcionavam muitíssimo bem, sem playback e coreografia. O som do grupo falava por si só, coisa que não acontece com tanta frequência no nosso século XXI. Em um primeiro momento pode parecer estranho que a música pop possa se valer de pianos, violinos, cordas e todo um aparato instrumental para sacudir pistas de dança, estourar em paradas radiofônicas e ainda vender 200 milhões cópias, além agradar gregos e troianos de todas as classes, estilos e nacionalidades. Mas acredite, deu muito certo!

 

Ao vivo essa galera levantava platéias em todo mundo

Ao vivo essa galera levantava platéias em todo mundo

 

A carreira do ABBA foi curta e impactante. 8 anos foram o suficiente para que o grupo sacudisse as estruturas do cenário pop. Mas nem tudo que é bom dura para sempre. A convivência, a pressão, o cansaço das turnês intermináveis e uma série de outros fatores geraram o divórcio dos casais e à partir daí a alegria do som do ABBA deu lugar a canções mais densas e tristes. Muito longe do que o público estava acostumado e com isso, claro, as vendas… caíram. Esse foi o start para o fim da banda em 1982.

 

O figurino.....outra marca registrada da banda :D

O figurino…..outra marca registrada da banda :D

 

Mas a música do ABBA é muito mais forte que qualquer tempestade emocional. Uma década após o fim da banda, o grupo Erasure lançou um álbum com releituras das canções dos suecos. O musical Mamma Mia, por sua vez, foi sucesso de público na Broadway e ganhou uma versão cinematográfica que trazia no elenco nomes como Meryl Streep e Pierce Brosnan. Isso sem falar no longa Priscila, a rainha do deserto e em Hung Up do álbum Confessions On a Dance Floor, onde Madonna usou um trecho do hit Gimme,Gimme,Gimme. Segunda a moça não foi fácil conseguir que o ABBA liberasse a canção. Ela precisou mandar um enviado especial à Suécia e ainda dizer que amava – e muito! – o som da banda. Mas ela conseguiu o que queria, como sempre, e a música foi sucesso. Até Bono Vox já se aventurou a cantar uma canção do ABBA. Daí a gente percebe porque o som do grupo é universal e atemporal!

Se você não conhece ou sabe pouco do ABBA, faça uma rápida pesquisa na internet ou no Youtube, aliás na era digital os vídeos do grupo tem… milhões e milhões de cliques. Pode se deixar levar, sem medo, pelo som contagiante da banda. Aqui no Link Sonoro você confere o ABBA ao vivo com a clássica Dancing Queen.

Até a próxima! :D

 

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 04/24/2015 em Música

 

Tags: , , , , , , , , , , ,

Toro Y Moi – What For?

Chazwick Bradley Bundick. Você conhece esse moço? Não?…Claro que sim, estamos falando de Toro Y Moi, o rapaz que conquistou crítica e público na segunda metade do século XXI com seu som etéreo, cheio de detalhes eletrônicos e uma voz doce e aveludada. Este mês Toro soltou What For? , álbum que traz uma trabalho mais orgânico, com guitarras, bateria, baixo, teclados e tudo que um som funkeado pede.

 

What For?

What For?

 

Chaz disse em uma entrevista recente que estava em um momento de bloqueio criativo e o projeto Les Sins, lançado no fim de 2014, foi trazendo de volta aquele insight musical que deu vida a What For? . Uma boa conferida no disco e a gente percebe um tom mais ensolarado em suas composições, arranjos mais encorpados, levadas dançantes e a presença de instrumentos que às vezes ficavam de fora em seus trabalhos anteriores.

 

Chaz Bundick ou Toro Y Moi?

Chaz Bundick ou Toro Y Moi? ;)

 

Em What For? as guitarras dão um toque especial a cada faixa, hora guiadas por levadas funk como em Spell It Out , outras mais lisérgicas como em The Flight e algumas na linha “baladinha romântica” como em Yeah Right. Chaz acertou em cheio com um pop elegante, repleto de nuances e arranjos criativos. Ao mesmo tempo que o rapaz mantém sua estética musical recheada de experimentos sonoros, ele também cria uma sonoridade mais palatável para o grande público. What For? tem tudo para agradar os fãs de Chaz e trazer mais agregados para seu reduto musical.

 

Em What For? as guitarras tem um lugar especial

Em What For? as guitarras tem um lugar especial

 

Quer conhecer melhor o novo trabalho de Toro Y Moi? Corre lá no site do rapaz www.toroymoi.com , estão lá vídeos, agenda e o soundcloud de Chaz. Aqui no Link Sonoro a gente confere a faixa Empty Nesters.

Até a próxima! :D

 

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 04/17/2015 em Música

 

Tags: , ,

Billie Holiday – 100 anos

Para alguns artistas a mola propulsora de sua criatividade passa pela vivência de momentos difíceis. Amores mal resolvidos, um passado com algumas experiências amargas, os vícios ou qualquer outra situação similar. Você deve estar se perguntando: Por que começar o programa de hoje refletindo sobre uma das várias formas que motivam a criação? Simples, para falarmos de uma das maiores vozes da música mundial que completaria 100 anos este mês. Billie Holiday!

 

Billie Holiday

Billie Holiday

 

A biografia de Lady Day (apelido que ganhou do saxofonista Lester Young) é uma sequência de fatos que daria um daqueles filmes repletos de dramas, amores conturbados, abusos, preconceito, doses generosas de álcool e drogas, boas noitadas, além – claro – de shows memoráveis e gravações inesquecíveis. Tudo isso nos Estados Unidos do início do século XX, onde o cenário era formado por um racismo cruel, ao mesmo tempo em que a música negra americana – o jazz, o blues e o gospel – ganhava cada vez mais adeptos entre ouvintes de todas as raças.

 

Billie e suas tradicionais orquídeas brancas

Billie e suas tradicionais orquídeas brancas

 

A infância de Billie Holiday não foi nada fácil. A pequena Eleonora Fagan ( nome de batismo de Holliday) foi abandonada pela mãe ainda aos 10 anos, quando foi violentada por um vizinho. Já o pai deu o fora muito antes da garota balbuciar suas primeiras palavras. Daí em diante sua vida foi um tour por casas de parentes distantes até o dia em que foi parar em um bordel para fazer pequenas serviços. O que poderia parecer a pior das situações para aquela menina, foi na verdade sua libertação, afinal foi neste local que ela escutou seu primeiro jazz.  Uma gravação, não muito das melhores, de Louis Armstrong e Bessie Smith. Pronto!! O impacto daquele som foi o pontapé inicial para Billie descobrir seu verdadeiro caminho: a música. Sua jornada sonora começa cantando em boates onde foi descoberta por John Hammond, que por sua vez, a levou a Benny Goodman. Daí em diante foram alguns anos cantando em orquestras de feras como Count Basie  e Artie Shaw. Mas a moça tinha necessidade de muito mais e cantar em big bands não permitia que ela explorasse todo seu poder de interpretação. Foi quando entrou em cena um dos seus grandes parceiros musicais : Lester Young. Aquele…que a apelidou de Lady Day. À partir daí nasceu um novo conceito de interpretação jazzística, que influenciaria centenas e centenas de cantoras.

 

Lester Young, o parceiro musical perfeito para Billie

Lester Young, o parceiro musical perfeito para Billie

 

Com o sucesso vieram os casamentos, a boemia, os romances – como o caso com a atriz Tallulah Bankhead e Orson Welles – e os excessos. Mas Billie Holiday não era só isso. Seu lado político aparece na gravação de Strange Fruit, um dos primeiros registros de uma canção de protesto contra o racismo. Seu lado artístico por sua vez traz uma cantora que, apesar de não possuir uma formação musical clássica, fez da sua voz um instrumento requintado e repleto de nuances, efeitos e possibilidades.

 

Billie e Tallulah em uma de suas "baladas"

Billie e Tallulah em uma de suas “baladas”

 

Lady Day perdeu a guerra para o vício e as complicações causadas pelo consumo excessivo de álcool, mas nos deixou um criação musical que mudou o curso da música, do canto e da interpretação. Uma boa busca na web e você vai encontrar pérolas sonoras que ainda serão ouvidas daqui a 100 anos. E não se iluda, Billie Holiday tem em seu repertório muito mais que canções com roupagens tristes. As interpretações de My Man, Travelin’ Alone, Summertime e Billie’s Blues mostram o lado cheio de swing de Holiday.

 

A voz de Billie deu ao jazz uma cara nova

A voz de Billie deu ao jazz uma cara nova

 

Então aproveite o centenário de Billie Holiday para conhecer, rever ou ouvir várias vezes uma das vozes mais marcantes do jazz! Aqui no Link Sonoro a gente confere a faixa Now or Never.

Até a próxima! :D

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 04/10/2015 em Música

 

Tags: , , , , , , , , , , , , ,

Madonna – Rebel Heart

Diva para muitos e rainha do pop para a grande maioria, Madonna está de volta com Rebel Heart, o 13º álbum de sua carreira. Como tudo que envolve a material girl, o disco fez um enorme burburinho desde o fim de 2014 quando algumas faixas vazaram na rede. A moça, que não é nada boba, liberou naquela ocasião umas canções para os fãs como um presente de Natal e este ano lançou o trabalho na íntegra bem antes do previsto, para a alegria do público, mercado e todo o mundo da música.

 

Rebel Heart

Rebel Heart

 

Rebel Heart traz 19 faixas que, segundo a cantora, mostram seu lado rebelde, provocadora, que rompe barreiras, mas também sua parte romântica,  vulnerável e sensível. Nas composições Madonna explora temas como sexo, religião, a vida e seu real sentido, amores desfeitos, liberdade pessoal e tudo o que movimenta seus pensamentos, com seu olhar crítico e o tom por vezes confecional.

 

Madonna

Madonna

 

Madonna é uma artista que está sempre antenada com as tendências que o mercado da música oferece, seja nos estilos ou nas tecnologias. Em seus álbuns encontramos participações de nomes que estão em evidência e desta vez não foi diferente. Marcam presença em Rebel Heart DJ Diplo, Alicia Keys, Nas, Kanye West e até Mike Tyson, sim ele está lá! Com essa salada artística toda, Madonna nos oferece doses generosas de hip-hop, baladas com atmosferas grandiosas e outras bem delicadas e batidas eletrônicas que garantem o tom dançante de várias faixas.

 

Um brinde para a parceria para a parceria de Madonna e DJ Diplo

Um brinde para a parceria de Madonna e DJ Diplo

 

Rebel Heart é um álbum que mantém Madonna no topo da cena pop, onde ela reina há muito tempo inclusive. Aos 56 anos, a moça continua com seu tradicional vigor físico, suas coreografias bem montadas –e ensaiadas – e clipes super bem produzidos. É só conferir o vídeo da faixa Living For Love, que mantém o padrão Madonna de qualidade, com direito a uma citação do filósofo alemão Nietzsche no final. Uma crítica direta aos maus tratos animais, principalmente as touradas e eventos similares. Daí o figurino nos estilo toureira e dançarinos com máscaras de touros altamente estilizadas.

 

A toureira de Living For Love

A toureira de Living For Love

 

Claro que Rebel Heart vai render uma turnê pelo mundo, afinal seu shows são verdadeiros eventos cheios de surpresas. Aliás a agenda de Madonna já está lotada com apresentações na Europa e América do Norte. Já na América do Sul a gente fica aguardando, e torcendo, para que a Rebel Heart Tour passe por aqui. Para saber mais sobre o novo álbum de Madonna, conferir suas redes sociais e datas de shows é só acessar madonna.com .

Aqui no Link Sonoro a gente confere a faixa Living For Love.

Até a próxima! :D

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/27/2015 em Música

 

Tags: , , , , , ,

Um bate papo com Angela Ro Ro

A cantora e compositora Angela Ro Ro está literalmente “feliz  da vida”. Neste 2015 a moça completa 35 anos de carreira e muitas novidades estão programadas, desde a 2ª edição do seu programa no Canal Brasil até uma parceria com Flávio Venturinni.

Em meio uma agenda aqui e outra ali, Ro Ro, generosamente, reservou um tempinho para conversar com a gente aqui no Link Sonoro.

 

 

Até a próxima! :D

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/20/2015 em Música

 

Tags: , , , , ,

Nneka – My Fairy Tales

Os fãs do reagge, soul e da música africana podem fazer a festa. A cantora Nneka lançou recentemente My Fairy Tales, um álbum onde a artista explora outras vertentes da África, que além de lutas, pobreza e desigualdade tem também beleza, diversidade, seu povo, suas crianças e fortes raízes culturais.

 

My Fairy Tales

My Fairy Tales

 

Nneka é uma pessoa do mundo e sua multiculturalidade vem de berço. Filha de pai nigeriano e mãe alemã, e formada em antropologia (sim, antropóloga!), a artista viveu um curto período na Nigéria e depois zarpou para Alemanha onde a música, que por um bom tempo foi apenas um hobby, se transformou em sua profissão. Mas as raízes africanas nunca foram deixadas de lado e Nneka sempre trouxe para o seu trabalho as influências sonoras do seu país e, claro, uma forte crítica social em suas composições.

 

Para Nneka música e questões sociais andam de mãos dadas

Para Nneka música e questões sociais andam de mãos dadas

 

My Fairy Tales é um disco que foi composto em meio uma longa estada em Paris e indas e vindas entre Dinamarca e Nigéria. No álbum Nneka explora temas como a gratidão, a resistência do povo africano, Boko Haram, o futuro das crianças nigerianas e tudo que desperta sua atenção e sensibilidade. Todos esses assuntos vem em embalagens musicais repletas de referências da música negra. Em 9 faixas a cantora abre sua caixinha de reagge, afro beat, hip hop e se une a músicos e produtores que  se deixam levar pela criatividade artística da moça. Faixas como In Me, My Love My Love, Babylon e Surprise nos envolvem na primeira audição. Tanto pela voz particular de Nneka, quanto pelos arranjos e produção bem acabada.

 

Nneka

Nneka

 

Ficou curioso com o trabalho de Nneka? Então corre lá e acesse facebook.com/Nnekaworld ou twitter.com/nnekaworld. Estão lá músicas, vídeos, entrevistas e muito mais.

Aqui no Link Sonoro a gente confere o clip da faixa Book Of Job.

Até a próxima! :D

 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/13/2015 em Música

 

Tags: , , , , ,

Pierre Barouh – Saravah (1969)

O ano era 1969, mais precisamente fevereiro de 1969, e o cantor e compositor francês Pierre Barouh desembarcava no Brasil para registrar o rico cenário da produção musical nacional para o seu documentário, Saravah. Não era a primeira vez que o rapaz frequentava as terras brasileiras e seu contato com a MPB já existia, afinal com Baden Powell construiu uma relação musical (na composição Saudade) e de amizade. Melhor porta de entrada impossível. Ainda sem experiência com filmagens e pouco tempo para desenvolver o filme, Pierre reuniu três gerações da MPB daquela época e fez um registro memorável da nossa sonoridade.

 

Saravah

 

A Baden ficou a tarefa de reunir Pixinguinha e João da Baiana, então senhores octagenários, com os jovens Maria Bethânia e Paulinho da Viola, além da cantora Márcia e do trombonista Raul de Souza. Em locações simples, Barouh juntou essa galera para “fazer um samba”, tomar uma cervejinha e contar histórias da nossa música, da nossa influência africana (sonora e religiosa) e da revolução melódica pela qual a MPB vinha passando. Você já pode imaginar a aula que Pierre Barouh ganhou destes bambas. Baden Powell explicando a diferença entre macumba e candomblé e mostrando a diversidade rítmica através do seu violão, João da Baiana e Pixinguinha contando suas histórias lendárias e Paulinho da Viola dando um show com seu arquivo infindável de sambas. Aliás, desde aquela época, então com 26 aninhos, Paulinho já era um príncipe. Tanto no seu trato com o outro, quanto no seu compromisso com o samba e, claro, com a Portela.

 

Pierre, Baden e João da Baiana : encontro memorável!

 

O repertório é um caso à parte em Saravah. Aliás, vale lembrar que Saravah é a versão em francês para Samba da Benção, que estourou na França em 1966. Estão lá Canto de Yemanjá, Pecadora, Baby, Tropicália, Sermão e Pranto de Poeta. Só para citar alguns. O documentário foi exibido em território francês e demorou – e muito – para “ voltar” ao Brasil. Chegou já no século XXI e foi lançado pela Biscoito Fino em 2006. Se você ainda não conferiu um dos mais importantes registros sobre a nossa música, está perdendo tempo, no Youtube é possível encontrar o documentário na íntegra. Corre lá! E..Saravah!

 

Pierre Barouh, um francês apaixonado pela música brasileira

 

Aqui no Link Sonoro  você confere um trecho de Saravah : Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana em Lamento, raridade pura  :)

Até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/06/2015 em Música

 

Tags: , , , , , , , , , , , , ,

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 629 outros seguidores