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Cássia Eller – O Musical

Um musical para o teatro é uma produção que precisa ser muita bem elaborada para que não caia naqueles excessos que podem jogar a ideia original por água abaixo. Principalmente se a personagem central da história for alguém que tenha marcado, muito mais que uma geração, a cena cultural de um país. Se esse desafio é superado, com certeza o espetáculo vai levar para o público uma combinação perfeita de teatro e música. E esse é o caso de Cássia Eller – O Musical, que traz na direção musical a percussionista Lan Lanh, integrante da banda de Cássia e amiga de longa data.

 

Lan Lahn e o elenco afinado de Cássia Eller - O musical

Lan Lahn e o elenco afinado de Cássia Eller – O musical

 

Para quem não teve a oportunidade de ir a um show de Cássia Eller, pode não entender bem toda a responsabilidade da atriz e cantora Tacy de Campos. Uma apresentação da artista era um verdadeiro caos emocional. A plateia ia de um extremo ao outro em questão de minutos. Histeria e concentração, risos e choros, público cantando a plenos pulmões e silêncios demorados, tudo isso sem falar na descarga de energia que Cássia soltava em cada espetáculo. E é bom lembrar que mesmo após 14 anos de sua morte,  ainda não se ouviu uma cantora, recente, que tenha chegado perto da potência de sua voz ou da força da sua interpretação. Mas o universo da música tem suas surpresas e a curitibana Tacy impressiou na audição para seleção de atores e continua a impressionar, agora o público, com a semelhança de sua voz e com a medida certa da interpretação, mesmo sendo uma atriz iniciante.

 

Cássia Eller, pura energia no palco

Cássia Eller, pura energia no palco

 

O elenco formado por 6 atores e atrizes, além de Tacy de Campos,  é outro ponto forte do espetáculo. Eles cantam, tocam, variam de personagens e encaram de peito aberto o desafio de interpretar pessoas importantes na vida de Cássia Eller. Os pais, a primeira namorada, Nando Reis, Guto Graça Mello, a esposa Maria Eugênia, o amigo Marcelo Saback, Lan Lahn e Oswaldo Montenegro são só alguns nomes que estão representados no texto de Patrícia Andrade. Já o repertório, esse não precisa de muita explicação. São “só” 34 faixas que passam por várias etapas musicais da vida de Cássia Eller, desde o início em Brasília e  BH até o sucesso nacional. Estão lá os rocks, os sambas, os blues, as baladas, Cazuza, Nando, Melodia, música francesa, gitana e os hits. Tudo isso levado por uma banda afinada e que segue à risca a orientação da diretora musical : os arranjos deveriam seguir os originais. E eles conseguiram! Os 5 rapazes fazem a cama perfeita para toda a apresentação. Um luxo só!

 

Tacy Campos

Tacy Campos

 

O espetáculo, que tem direção de João Fonseca e Vinicius Arneiro, está em turnê pelo Brasil, então fique atento a agenda cultural da sua cidade e não deixe de conferir um dos musicais mais bacanas em cartaz no país. Vale pra matar saudade de Cássia Eller e conhecer melhor sua vida e obra, com certeza você vai se emocionar e muito!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Cássia Eller, ao vivo, com Blues da Pidade composição de Cazuza .

Até a próxima! :D

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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Publicado por em 08/28/2015 em Música

 

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The Chemical Brothers – Born In The Echoes

Quando os ingleses Tom Rowlands e Ed Simons criaram o The Chemical Brothers, talvez não imaginassem a “revolução” que eles causariam no cenário da música eletrônica. O som que tinha um caráter industrial e restrito a um público específico, porém fiel, ganhou proporções maiores e a adesão de fãs de diversas partes do mundo e de outras vertentes musicais. A grande sacada foi incluir uma sonoridade mais orgânica com a utilização de guitarras, baterias e a participação de peso de cantores e cantoras escolhidos a dedo. O primeiro álbum, Exit Planet Dust de 1995, foi sucesso de crítica, público e vendas. À partir daí o mercado não seria mais o mesmo e artistas de outros estilos passariam a incluir em suas criações pitadas de elementos eletrônicos.

 

Ed Simons e Tom Rowlands

Ed Simons e Tom Rowlands

 

Vinte anos depois, vários álbuns na bagagem e com uma carreira sólida, o The Chemical Brothers lançou, recentemente, Born In The Echos um disco que traz as marcas registradas da dupla : levadas super dançantes, arranjos autênticos, convidados de primeira e um olhar para o futuro. Em 52 minutos os “rapazes” mostram que ainda estão com o mesmo frescor criativo de 20 anos atrás e as 11 faixas, todas inéditas, são conduzidas por batidas fortes, bases psicodélicas, colagens sonoras e a contribuição vocal de nomes como St. Vicent, Beck, Q-Tip, Cate Le Bom e Ali Love. Aliás todo esse pessoal pescou de primeira a ideia da dupla para este disco : um trabalho que tenha uma sonoridade eletrônica pop, mas um pé no experimentalismo sonoro.

 

Born In The Echoes

Born In The Echoes

 

Born In The Echos é um álbum que tem um repertório bem amarrado e que consegue passar de um som eletrônico pesado para outro totalmente lisérgico sem causar estranhamento aos nossos ouvidos. A faixa título Born In The Echos, Go, Taste Of Honey e Just Bang são bons exemplos da coerência sonora do disco em meio ao que parece ser um caos. Para conferir o novo trabalho do The Chemical Brothers é só você acessar o site dos moços http://www.thechemicalbrothers.com/ . Lá você vai encontrar músicas, vídeos, fóruns, redes sociais e a agenda da dupla que, aliás, vem ao Brasil para se apresentar no Festival Sónar que vai acontecer em São Paulo entre os dias 24 e 28 de novembro.

 

Um show imperdível!

Um show imperdível!

 

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Go que traz a participação do rapper Q-Tip.

Até a próxima! :D

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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Publicado por em 08/21/2015 em Música

 

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Charles Bradley – Victim Of Love

O reconhecimento de um trabalho, às vezes, pode vir  depois de uma longa espera. Mesmo que a dedicação e confiança sejam grandes e verdadeiras, nem sempre o “sucesso” vem com data e hora marcada para acontecer. E assim foi com Charles Bradley. O soul man teve uma vida repleta de histórias que desanimariam qualquer um, menos o próprio Charles. Uma infância sem perspectiva no Brooklin, a perda de um irmão de maneira violenta, a falta de grana e empregos pequenos foram só algumas “tempestades” que o rapaz teve de enfrentar. Mas a música, esta santa salvadora de almas perdidas, é sempre capaz de ser a mola propulsora para uma segunda chance na vida de quem o talento sobra, e muito.

 

Música e determinação: combinação perfeita para uma saúde de ferro

Música, a santa salvadora de Charles Bradley

 

Louco por James Brown e pelas raízes do funk e do soul, Charles Bradley fazia uma espécie de cover do Mr. Dynamite com o nome de Black Velvet. Um belo dia, num desses acasos que na verdade não são acasos, os ouvidos de Gabriel Roth ( um dos proprietários da Daptone Records ) se encantaram pela voz e estilo daquele cantor que parecia vir diretamente dos tempos áureos da Motown. Já haviam se passado 6 décadas da vida de Bradley e finalmente o primeiro álbum, com uma estrutura profissional, iria ganhar corpo. Foi assim que em 2011 No Time For Dreaming chegou às prateleiras e HD’s de uma legião de pessoas que, claro, se tornaram fãs incondicionais do moço.

 

No Time For Dreaming

No Time For Dreaming, o 1o passo

 

Apenas dois anos se passaram desde o lançamento de No Time For Dreaming e em 2013 seu 2º álbum chegou ao mercado. Este trabalho de Charles Bradley serviu para consolidar sua voz e swing no universo do soul. A pegada R&B, os recursos analógicos usados na gravação do disco, back vocals pontuais e cheias de groove, uma banda afinada e uma produção  criteriosa fizeram de Victim Of Love um trabalho orgânico e visceral. Em suas interpretações Charles esbanja emoção e potência vocal, características naturais de um soul man de primeira grandeza. Faixas como Confusion, Through The Storm, Love Bug Blues e a faixa-título Victim Of Love conquistam o ouvinte na primeira audição. Charles Bradley é um daqueles casos que servem para nos mostrar que não existe tempo ou idade. O que existe, e motiva, é a força criativa que mais cedo ou mais tarde vai ganhar seu merecido espaço.

 

Victim Of Love

Victim Of Love

 

Ultimamente o cantor tem feito vários shows mundo afora e lançado faixas e vídeos pela Daptone Records, aliás os clipes de Charles Bradley são muito legais! Vale à pena conferir todo o trabalho do artista, é só você acessar o site thecharlesbradley.com/ . Boa viagem no universo sonoro deste sessentão cheio de funk e soul nas veias! Aqui no Link Sonoro você confere a faixa The World (Is Going Up In Flames) com a participação da Menahan Street Band

Até a próxima! :D

 

 

 

 
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Publicado por em 08/14/2015 em Música

 

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Wilco – Star Wars

Se tem uma coisa que todo mundo gosta é de uma boa surpresa. E foi exatamente com uma “surpresa musical” que o Wilco presenteou seu público este mês. Sem aviso prévio, ou muita euforia, a banda disponibilizou gratuitamente, em seu site oficial, Star Wars 9º álbum de estúdio dos rapazes de Chicago.

 

Star Wars

Star Wars

 

Em Star Wars as guitarras são as personagens principais das canções. Com 11 faixas e pouco mais de 33 minutos de duração, o disco traz um repertório que explora as mais diversas nuances sonoras. Já na 1ª faixa um som instrumental, com arranjos que beiram o caótico mas que fazem todo sentido. Principalmente neste momento em que a banda busca por uma renovação musical. Jeffy Tweedy e cia alternam momentos de rock com guitarras secas e distorcidas com baladas envolvidas por teclados quase lisérgicos. Também está lá o violão no melhor estilo folk music e a voz sem excessos, mas precisa, de Jeff.

 

Muitas cordas para Star Wars

Muitas cordas para Star Wars

 

Os integrantes do Wilco são artistas atentos ao seu tempo, eles sabem que hoje a mensagem deve ser direta, objetiva e que será na web que o público irá procurar sua produção. Talvez isso explique o que falamos no início : 33 minutos de música, disponibilizados em seu site para quem quisesse conhecer Star Wars, que aliás traz em sua capa um simpático e inocente gatinho branco que pisca pra gente o tempo inteiro, nos convidando para entrar na viagem sonora do Wilco.

Vale à pena dar um pulinho no site da banda e conferir Star Wars, além da agenda do grupo, suas redes sociais e seus outros trabalhos. Então corre lá http://wilcoworld.net

Agora se você ficou muito curioso, taí Star Wars na íntegra pra você!

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 08/07/2015 em Música

 

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Jamiroquai – The Return Of Space Cowboy (1994)

O segundo álbum de um artista, ou banda, é sempre desafiador. Afinal de contas é aquele momento onde se define os rumos do trabalho. O que pode parecer um desafio, serviu de mola propulsora para o Jamiroquai lançar, em 1994, o álbum The Return Of Space Cowboy. Mas antes da gente falar deste disco de Jay Kay e cia vale uma volta no tempo para entender melhor o som de uma das bandas mais bacanas que surgiu nos anos 1990.

 

The Return Of Space Cowboy

The Return Of Space Cowboy

 

Apesar dos integrantes do Jamiroquai serem ingleses, foi na música americana que a banda encontrou seu norte sonoro. Jazz, funk, soul e rythm and blues formam a base para o swing modernoso proposto pelo grupo. Mas as influências não param por aí. Para criar o nome do grupo, por exemplo, eles juntaram duas palavras : Jam ( de jam sessiom ) e Iroquois, nome de uma tribo indígena norte-americana pela qual Jay Kay – vocalista do grupo – se diz identificar, tanto na linha de pensamento, quanto no respeito e cuidado com a natureza. Com certeza você já viu, em algum vídeo ou foto, Jay Kay e seu volumoso cocar. Ou seja, a influência dos Iroquois também pode ser vista no figurino do moço.  Surge assim Jamiroquai e sua salada soul-funk-indígena-modernosa que sacudiu o início dos anos 1990 com o single When You Gonna Learn? e com seu 1º disco Emergency On Planet Earth de 1993. Depois deste breve histórico a gente pula para o nosso disco da vez aqui no Link Sonoro : The Return Of Space Cowboy.

 

Emergency On Planet Earth

Emergency On Planet Earth

 

O segundo disco do Jamiroquai traz um som mais limpo, texturas sonoras mais trabalhadas, o tradicional mergulho na produção dos anos 1970 e faixas que transitam com tranquilidade pelo soul, baladas e pop-instrumental, que foram muito bem conduzidas pela interpretação cheia de estilo de Jay Kay. The Return Of Space Cowboy não só passou no teste do 2º álbum, como também conquistou de vez o mercado mundial, em especial o Japão, que possui um público ávido pelas produções sonoras feitas no ocidente. O disco traz em seu repertório hits como Space Cowboy, Half The Man, Scam e Manifest Destiny, todas com ares pop mas com arranjos super bem elaborados e funk’s melodiosos. Tanta criatividade levou o Jamiroquai a criar um estilo que torna seu som único. Bastam alguns segundos e a gente já reconhece de quem é a levada que está tocando. Ou seja, o Jamiroquai se tornou uma marca musical, e mercadológica, forte e conhecida em boa parte do mundo.

 

Jay Kay e seu volumoso cocar

Jay Kay e seu volumoso cocar

 

Se você não se lembra muito bem do repertório de The Return Of Space Cowboy, vale à pena correr atrás deste álbum e deixar se levar por cada acorde presente nas faixas. Com certeza você vai se deliciar!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Space Cowboy.

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 07/31/2015 em Música

 

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Tame Impala – Currents

Mudanças. Elas são necessárias e sempre vem após períodos em que a criação fica com aquela cara de “lugar comum” e o ato de produzir se torna algo com ares de acomodação. Em Currents, novo álbum do Tame Impala, a gente percebe essa necessidade de mudança logo na capa do disco. As linhas retas e cinzas, de repente, se tornam curvas criadas pelo efeito de uma esfera que dão um novo caminho, uma nova forma, uma nova cor. Mérito do músico e artista gráfico Robert Beatty que captou, e muito bem, a proposta do frontman do grupo Kevin Parker.

 

Currents

Currents

 

Em Currents, Kevin solta seu talento e assina as composições, canta e toca, além de ser responsável pelas gravações. A psicodelia continua presente nas faixas embalada em teclados lisérgicos, que às vezes podem esconder as linhas de guitarra, mas que criam uma atmosfera retrô que trazem arranjos bem elaborados e criativos. Ao longo do disco, somos levados para algum momento nos anos 70 com melodias funkeadas e, sem perceber, já estamos de volta ao século XXI com uma estética sonora eletrônica e cheia de efeitos. E não se iluda, essa viagem no tempo, proposta pelo grupo, faz todo sentido quando falamos do Tame Impala.

 

Kevin Parker, talentoso e multifacetado

Kevin Parker, talentoso e multifacetado

 

Neste novo trabalho Kevin Parker soltou seus sentimentos em composições que trazem uma série de emoções costuradas, sem se perder em ladainhas chatas e melancólicas. Talvez por isso Currents seja um disco que vai nos cativando a cada audição e que nos oferece uma embalagem ensolarada para temas tão variados. ‘Cause I’m A Man, The Less I Know The Better, The Moment e New Person,Same Old Mistakes são algumas das faixas que ilustram, e bem, essa nova fase do Tame Impala. Se você ainda não conferiu Currents, vale à pena fazer uma rápida pesquisa na web e se deixar levar pela viagem sonora da banda. Para conhecer mais do trabalho destes australianos é só acessar www.tameimpala.com.

 

Tame Impala

Tame Impala

 

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa ‘Cause I’m A Man.

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 07/24/2015 em Música

 

Florence + The machine – How Big, How Blue, How Beautiful

Um dos lançamentos mais esperados para este ano, desde que foi anunciado, é o novo álbum de Florence + The Machine. E não é para menos, o último trabalho de Florence Welch e sua trupe foi Ceremonials (2011) que trazia o universo onírico e místico da moça. Welch se permitiu um período sabático e com a bateria recarregada e a criatividade à flor da pele, como sempre, soltou How Big, How Blue, How Beautiful, disco que traz o lirismo marcante da sua obra, mas com uma roupagem sonora um pouco diferente da que estamos acostumados.

 

How Big, How Blue, How Beautiful

How Big, How Blue, How Beautiful

 

Neste novo trabalho Florence solta sua poesia em temas mais próximos da vida real. Desilusões amorosas, decepções e arrependimentos estão presentes em seus desabafos poéticos. Mas a cantora também abre espaço para o otimismo e a esperança. Talvez um reflexo do seu momento atual, afinal após passar por tantas situações traumáticas, como o término de uma relação e o abuso de álcool, Florence deu a volta por cima e tocou seu barco.

 

Florence Welch

Florence Welch

 

A Florence compositora contou com algumas parcerias bem bacanas! Estão lá sua fiel escudeira Isa Summers, Paul Epworth, Ester Dean, Tom Hull e Markus Dravs. Já as melodias ganharam arranjos orgânicos e uma levada mais pop. A sonoridade grandiosa e cheia de orquestrações, desta vez vem acompanhada de linhas de guitarras rasgadas e batidas mais animadas e dançantes que fazem a cama ideal para a voz potente e a interpretação intensa de Florence Welch. Aliás, Welch consegue dar às faixas um brilho que torna cada canção uma verdadeira viagem ao seu universo cheio de possibilidades musicais.

 

Florence Welch e sua parceira musical Isa Summers

Florence Welch e sua parceira musical Isa Summers

 

How Big, How Blue , How Beautiful é um álbum que traz um repertório bem amarrado que nos conquista a cada audição nos apresentando gratas surpresas. Se você ficou curioso para conhecer o novo trabalho de Florence + The Machine é só acessar florenceandthemachine.net , estão lá redes sociais, vídeos, fotos e agenda de shows.

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Ship To Wreck.

Até a próxima! :D

 

 
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Publicado por em 07/17/2015 em Música

 

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