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Ariana Savalas – Sophisticated Lady

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Algumas vertentes da música negra norte-americana são de uma elegância e categoria difíceis de se igualar. Taí o jazz, por exemplo, que não nos deixa mentir… mas para ser bom mesmo os músicos e cantores – e cantoras – devem ter uma dose de sofisticação e apuro técnico, de preferência, acima da média. O estilo tem um fôlego tão forte que entra geração, sai geração e continua vivo nas vozes e instrumentos de artistas de todas as épocas. Um bom exemplo disso é a cantora  Ariana Savalas, que vem conquistando cada vez mais fãs com sua voz potente e  interpretação refinada.

 

Ariana Savalas
Ariana Savalas

 

Ariana Savalas nasceu é um meio altamente artístico. Filha do ator Tellys Savalas – famoso  pela sua interpretação do detetive Kojak e dois álbuns na bagagem – a moça californiana desde cedo se viu envolta pelas artes em geral, ainda mais em uma família aonde haviam mais três tios atores. Mas foi a música que arrebatou de vez o coração de Ariana que é uma cantora de jazz no melhor estilo cabaret. E ela não para por aí, a palavra e as artes cênicas também estão em seu currículo, afinal ela é compositora e atriz. Ou seja Savala é uma artista multifacetada e antenada com sua época mesmo com seu ar retrô.

 

O paizão Tellys Savalas
O paizão Tellys Savalas

 

O registro do EP Sophisticated Lady, deu um boom na carreira de Ariana Savalas que em seis faixas apresenta canções esteticamente refinadas e permeadas por um vocal sem excessos e bem alinhavado com os arranjos das composições, quatro autorais e duas releituras : uma para Duke Ellington e uma Irving Mills. Outra boa atuação da cantora foi no projeto Postmodern Junk Box do pianista Scott Bradlee. Ficou por conta de Ariana a interpretação de Criminals da cantora Fiona Apple que ganhou um ar todo vintage, bem longe do pop rock de Fiona. Vale à pena conferir o vídeo no canal do Postmodern no Youtube.

 

Ariana Savalas cheia de estilo
Ariana Savalas, cheia de estilo

 

Ariana Savalas é um daquelas artistas nas quais vale à pena a gente prestar atenção. Se você quiser conhecer melhor o trabalho da moça é só acessar www.arianasavalas.com . Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Criminals com Ariana Savalas e o pessoal do Postmodern Junk Box.

Até a próxima!😀

 

 

 

“Vamos voltar à Pilantragem…”

A década de 1960 foi um período rico em vários sentidos no mundo inteiro. Moda, música, literatura, cinema e teatro, ou seja as artes em geral, eram as ferramentas mais fortes para as mudanças pelas quais a sociedade passava. E aqui no Brasil não foi diferente, a Bossa Nova, a Jovem Guarda e a Tropicália, por exemplo, foram alguns dos movimentos que sacudiram o país, em todos os sentidos.

 

Tropicália, um dos movimentos que sacudiram os anos 60
Tropicália, um dos movimentos que sacudiu os anos 60

 

Mas….paralelo a tudo isso, e quase na contra mão de um discurso de libertação, veio o que no início não tinha muito as características de um movimento, mas acabou ganhando força, as rádios e TV’s de todo o Brasil. Estamos falando da Pilantragem, estilo que tinha como porta-vozes Carlos Imperial, Nonato Buzar e Wilson Simonal, um trio cheio de swing, bom humor e muito talento que conseguiu agregar a sua “causa”, digamos assim, um time de jovens músicos de peso.

 

Carlos Imperial, a cabeça por traz da "Pilantragem"
Carlos Imperial, a cabeça por traz da “Pilantragem”

 

O termo “pilantragem” surgiu entre Carlos Imperial e Wilson Simonal nos shows da TV Record. A voz potente de Simonal, sua simpatia e seu charme levantavam a plateia, que não resistia ao balanço do moço e ao seu repertório bem amarrado. Já Imperial, além de suas várias facetas profissionais, era – digamos assim – um bon vivant de carteirinha. O jeitinho brasileiro ganhou então sua versão musical. Mas não se iluda os arranjos para piano, sopro, guitarra e voz eram muito bem elaborados, o ritmo contagiante e as letras pegavam de primeira nos ouvidos do público. Nascia um samba com uma levada 4X4 e uma pitada soul que estourou no país inteiro e que até hoje faz qualquer um balançar.

 

A voz de Simonal e seu swing davam o tempero perfeito para a Pilantragem
A voz e o swing de Simonal davam o tempero perfeito para a Pilantragem

 

Nem Vem que não Tem” ,que traz os arranjos de César Camargo Mariano, foi a faixa que deu o ponta pé inicial em toda essa história e à partir daí vieram hits como Carango, Mamãe Passou Açúcar Em Mim, Vesti Azul e Meu Limão Meu Limoeiro. Mas a Pilantragem não se resumia ao repertório de Simonal. Nonato Buzar montou a banda A Turma da Pilantragem ao lado de Cassiano, Edinho Trindade, Nelsinho da Mangueira e as cantoras Alda Regina e Regininha. Wagner Tiso e Paulo Moura criaram o Pilantrocratas. Aliás Tiso também participou de outra banda formada por Carlos Imperial ao lado de Oberdan Magalhães, A Turma da Pesada.

 

Pilantras sim, mas com muito requinte musical
Pilantras sim, mas com muito requinte musical

 

Como você pode perceber nomes que depois iriam marcar a história da MPB em seus projetos individuais, tinham as mãos e os pés fincados na Pilantragem, que apesar de ter este nome de caráter duvidoso, deixou sua marca na música popular brasileira, não só pela sua irreverência mas também pela sua sofisticação sonora, característica aliás pouco comentada se compararmos ao destaque que era dado as estripulias de Simonal e Carlos Imperial.

Se você não conhece muito bem essa Pilantragem, vale à pena uma pesquisa na web, com certeza você vai se pegar cantando várias músicas deste movimento musical. Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Nem Vem Que Não Tem.

Até a próxima!😀

 

 

 

Nando Reis – Voz e Violão – No Recreio – Vol. 1

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Lá se vão 15 anos desde que Nando Reis decidiu dar o ponta pé inicial na sua carreira solo, após uma trajetória de sucesso junto com os Titãs. De lá pra cá Nando emplacou diversos hits na música brasileira, vários gravados por ele e tantos outros na vozes de nomes como Cássia Eller e Marisa Monte.

Nos álbuns ou nos palcos Nando sempre teve ao seu lado músicos de primeira linha que complementavam seu trabalho dando um vigor  maior para suas composições. Mas depois de tantas experiências sonoras, chegou o momento em que o rapaz sentiu o desejo de algo mais intimista, que o colocasse no melhor estilo “nu com a minha música” como diria Caetano Veloso. Daí surgiu Nando Reis – Voz e Violão – No Recreio – Vol. 1, registro do show que Nando fez no Citibank Hall em São Paulo em abril de 2015.

 

Nando Reis
Nando Reis

 

Neste formato tão cru e delicado Nando Reis apresenta um repertório que mescla sucessos a canções não tão conhecidas do grande público. Estas últimas inclusive verdadeiras pérolas, como por exemplo Lamento Realengo, um samba que Nando tirou da sua cartola musical.  Para a percepção poética de Nando Reis os encontros e as relações são uma alavanca para suas criações que geraram momentos marcantes na sua carreira, por exemplo All Star e Luz Nos Olhos cantadas a plenos pulmões pela plateia paulista e que trazem histórias singelas por trás dos seus nascimentos.

 

Feliz com a sua música
Feliz com a sua música

 

Outra boa surpresa no repertório do show é Diariamente. Sucesso na voz de Marisa Monte, esta foi a primeira composição pós Titãs de Nando Reis, e acredite ele ainda não havia gravado esta faixa. Ou seja uma composição pode ganhar vida nova através do olhar de cada um de nós. E assim é a obra de Nando Reis, nos faz refletir, lembrar momentos especiais da nossa vida ou simplesmente cantar pelo simples prazer de cantar. Nando Reis – Voz e Violão – No Recreio – Vol. 1 já mostra no seu título que muito provavelmente um segundo capítulo desta história pode vir por aí, mas por enquanto uma boa pedida é aproveitar este “recreio sonoro” que Nando oferece para o público. E você pode começar acessando o site do artista www.nandoreis.com.br e conferir seu novo trabalho em algumas das plataformas disponíveis. Aqui no Link Sonoro você confere a faixa All Star.

Até a próxima!😀

 

 

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