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Janelle Monáe – Dirty Computer

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

Dirty Computer, novo rebento musical de Janelle Monáe – Podcast

 

Desde que lançou seu primeiro trabalho de estúdio, Metropolis: Suite I (The Chase) em 2007, Janelle Monáe vem usando a personagem  Cindi Mayweather, uma simpática androide,  para dar vida as suas músicas. De lá para cá Janelle e Cindi andam de mão dadas nos trabalhos desenvolvidos pela cantora, todos alcançando sucesso de público e crítica, principalmente ArchAndroid de 2010 que lhe rendeu algumas indicações ao Grammy daquele ano.

 

Janelle Monáe

 

Inquieta, a música não é o suficiente para a alma artística da moça que também é dançarina e recentemente mostrou sua veia atriz em Moonlight – Sob a Luz do Luar e Estrelas Além do Tempo (que teve algumas indicações ao Oscar), filmes premiados e que mostram histórias fortes e emocionantes. Aqui fica um parênteses, vale conferir estes dois longas, que mostram a sensibilidade de Janelle para criar suas personagens e que a moça, tem sim, uma longa jornada pela frente na sétima arte.

 

Janelle em Estrelas Além do Tempo

 

Este ano Janelle voltou a ativa na cena musical e lançou Dirty Computer, primeiro álbum da cantora no qual ela não faz uso da sua “androide”  Cindi Mayweather. Neste projeto Janelle Monáe é a figura principal das 14 faixas que compõem o disco e que traz fortes críticas ao “modus operanti”, digamos assim, dos EUAJanelle aborda faz suas críticas a sociedade mundial e alerta para o preconceito de raça, gênero, classe social e tantos outros existem nos quatro cantos planeta em doses maiores ou menores. E Monáe é daquelas artistas que faz sim uso da música, da poesia, da dança e das artes cênicas para questionar, refletir e buscar, através destas expressões, fazer do mundo e dos “seus habitantes” um lugar melhor e sem tanta intolerância.

 

Dirty Computer

 

Em Dirty Computer as parcerias também chamam atenção. Estão lá  Zoe Kravitz, que acabamos de ouvir em  Screwed, Brian Wilson com sua voz inconfundível na faixa-título do álbum, Phareell Willians em I Got The Juice, a diretora de vídeos e musicista canadense Grimes em Pynk e Prince, sim, Prince. Antes de nos deixar o moço registrou sua guitarra na faixa Make Me Feel. Contribuições de um elenco de peso que deram um brilho ainda maior em Dirty Computer.

 

Prince e Janelle, dobradinha de peso e de longa data

 

Como Janelle é uma moça criativa e multifacetada Dirty Computer foi lançado junto com um filme de 50 minutos que Monáe chama de “emotion picture” e que traz a história de uma sociedade distópica onde pessoas fora do padrão são consideradas “computadores sujos” e são então submetidas a uma limpeza de suas memórias para que possam se tornar  cidadãos pacíficos dentro desta comunidade. Uma analogia inteligente com nossa sociedade do século XXI. E por falar em sociedade do século XXI Janelle, que assumiu sua pansexualidade, declarou que Dirty Computer é “uma homenagem às mulheres e aos diferentes espectros da identidade sexual”. A moça realmente não brinca em serviço!

 

A multifacetada Janelle Monáe

 

Dirty Computer é muito mais que um simples registro musical, é um manifesto, um protesto, uma exaltação e um pedido por um mundo mais pacífico e tolerante. Se você ainda não conferiu o mais recente trabalho de Janelle Monáe vale à pena passear pelas faixas do álbum que está disponível em diversas plataformas digitais. Você também pode navegar pela site da moça, o jmonae.com, estão lá o filme produzido para o lançamento do álbum, musicas, discografia, agenda e muito mais. Boa viagem pelo universo musical de Janelle Monáe!

Até a próxima! 😀

 

 

 

 

 

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Ozzy Osbourne – No More Tours 2

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

50 anos de carreira! Isso não é um feito para qualquer um, é preciso muito amor pelo que se faz, determinação, doses generosas de disciplina e muito talento. Falando assim, você pode pensar em vários nomes, entre eles John Michael Osbourne ou melhor, Ozzy Osbourne o inglês que lá em 1969, em pleno período de movimento de hippie, Beatles e Stones, mostrou ao mundo um rock pesado ao lado dos seus parceiros Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, trazendo para a geração power flower o mais puro Heavy Metal. Daquele momento em diante o Black Sabbath se tornaria uma banda referência quando o assunto é rock’n’roll e seus fãs, até hoje, pipocam pelos quatro cantos do globo independente de idade ou nacionalidade. Não há como negar, Ozzy e seus companheiros contribuíram, e muito, para definir o gênero e, verdade seja dita, o Metal talvez não tivesse o vigor de hoje se, lá atrás, no final da década de 1960 esses rapazes da terra da rainha não tivessem soltado seus petardos embalados pela voz marcante de Ozzy.

 

Black Sabbath

 

A frente da sua banda original, Ozzy passou quase 10 anos e após alguns desentendimentos o moço seguiu em carreira solo e lá se vão 40 anos desde que começou sua jornada individual. Feito que nem o próprio Ozzy acredita, afinal quatro décadas se passaram e ele continua sendo o Príncipe da Trevas, o patriarca da família Osbourne, uma das vozes mais poderosas e impactantes que o rock já teve e, verdade seja dita, uma nota é o suficiente para reconhecermos o estilo vigoroso do moço.

 

Ozzy solo, uma carreira para lá de bem sucedida

 

Ozzy Osbourne já passou, há muito tempo, da fase de ser só um vocal poderoso de rock’n’roll, ele é um ícone da cultura pop, uma daquelas figuras atemporais que, mesmo depois de décadas e décadas, será reconhecido, relembrado e reverenciado pela força da sua presença e da sua música, além – claro – da sua história que, mesmo permeada por alguns excessos, é rica em momentos marcantes, shows, declarações e sacadas memoráveis como quando abriu sua casa para o realizar o reality show The Osbournes ou quando cruzou estradas e mares com seu filho Jack Osbourne no programa Ozzy & Jack’s World Detour.

 

Ozzy & Jack’s World Detour

 

Atualmente Ozzy está viajando pelo mundo com a turnê No More Tours 2, que inclusive passou pelo Brasil com direito a apresentação em Belo Horizonte. Mas nós vamos falar disso daqui a pouco. Por enquanto a gente fica Paranoid, faixa do Black Sabbath que faz parte do repertório desta turnê de Ozzy. E aqui fica uma dica, corre lá na página do Black Sabbath no Youtube o confire o vídeo Paranoid on Top of the Pops 1970, o som é puro Heavy Metal, mas a plateia se joga naquele estilo meio hippie de dançar. O jeito famoso de “bater cabeça” do metaleiros só viria algum tempo depois.

 

No More Tours 2

 

Em 1992 Ozzy Osbourne deu início a turnê No More Tour, o que fez fãs e todo o mercado musical pensar que o Madman iria se aposentar, mas tudo não passou de um alarme falso. Ozzy continuou na estrada e nos estúdios tocando sua carreira solo. Vinte e seis anos se passaram deste esta turnê e Ozzy, agora um rapaz sóbrio e um avô cheio de carinho, colocou o pé na estrada de novo agora com No More Tours 2.

 

Ozzy ao vivo e com a carga toda

 

Mas esta também não será a aposentadoria definitiva do Príncipe das Trevas, segundo o próprio Ozzy,  o que ele não pretende mais é ficar meses a fio longe de casa em turnês longas e cansativas. Além de querer ter um tempo maior para ficar ao lado da família e não perder um boa parte do desenvolvimento  dos netos, como aconteceu com seu filhos, Ozzy fará apresentações mais esporádicas, continuará a se dedicar a pintura – que ele diz ser uma atividade que adora – e vai aproveitar para lançar um novo álbum, que aliás já tem algumas composições engatilhadas prontas para ganharem corpo.

 

Não, ele não vai se aposentar 😀

 

No More Tours 2, claro, passou passou pela Brasil com apresentações em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Na banda o guitarrista Zakk Wilde, fiel parceiro de Ozzy há vários anos, o baterista Tommy Clufetos, o baixista Blasko e o tecladista Adam Wakeman.

Em Belo Horizonte Ozzy se apresentou na Esplanda do Mineirão para uma multidão literalmente enlouquecida. E logo de cara soltou Bark At The Moon, mostrando que ele e sua banda não estavam para brincadeiras e que a noite seria do mais puro rock’n’roll. No palco uma cruz gigante que mudava de cor de acordo com a iluminação, um telão que mostrava várias fases da vida e carreira de Ozzy, além – claro – do show em si. A voz de Ozzy continua vigorosa e o público pode perceber que nosso Príncipe das Trevas não perdeu o vigor apesar dos seus 69 anos. Rock e carisma andam de mãos dadas para para Osbourne e sua interação com a plateia é um momento a parte do show e o público quase se torna mais uma membro da banda.

Ozzy e Zakk, uma dupla pra lá de afinada

 

Aliás por falar em banda, todos os integrantes são impecáveis no palco. Zakk Wilde é um verdadeiro guitar hero, a quimíca que ele e Ozzy explica a parceria de anos a fio entre o dois.  O baterista Tommy Clufetos é dono de uma energia invejável, durante a 1h e 33 minutos de show o rapaz não para um minuto e manda solos de tirar o fôlego de qualquer um.  O baixista Blasko chama atenção pelo seu visual e pelo peso que dá a cada faixa com seu baixo potente e bem marcado. Já o tecladista Adam Wakeman, muito elegante para o padrões rock’n’roll, alterna seu talento entre se teclado e a guitarra, mostrando que é sim um virtuose a serviço do rock.

 

No More Tours 2, show inesquecível em BH

 

O repertório passeia pela carreira de Ozzy e traz algumas pérolas do Black Sabbath e o público pôde conferir Mr. Crowley, No More Tears, Crazy Train, War Pigs, Mama, I’m Coming Home e Paranoid só para citar algumas.

Ozzy Osbourne mostrou que continua sim um dos artistas mais emblemáticos da cena musical e que ainda tem muito fôlego e inspiração para continuar sua jornada rock’n’roll. Mesmo anunciando que não fará mais suas longas turnês mundiais, Ozzy deixou toda plateia anciosa pelo próximo álbum que ele já avisou vai sair sim.

Se você perdeu a passagem de Ozzy pelo Brasil ou se quer acompanhar as andanças e o trabalho do moço é só acessar ozzy.com.

Até a próxima! 😉

 

 

 

 

Um bate papo pra lá de musical com Ed Motta

Ed Motta em uma conversa cheia de música e histórias!

 

 

Ed Motta, um moço bom de papo 😉

 

   (Ouça a íntegra do programa aqui)

 

O cantor Ed Motta chega a Belo Horizonte para participar do projeto Uma Voz, Um Instrumento no Centro Cultural Minas Tenis Clube. Nós aproveitamos a passagem do moço por BH para falarmos um pouco de música, da palavra, da sua trajetória, seu processo criação e muito mais.

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