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Carnaval 2016 – na rua e para o povo

O carnaval está aí e no Link Sonoro a gente resolveu conversar com a galera que vem fazendo a festa em Belo Horizonte sobre a nova cara da folia na cidade, o trabalho de formação dos novos “sambistas” , os projetos que se estendem para além deste período e, claro, segurança da população e muito mais.

Um bom carnaval para você e até a próxima! :D

Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

 

O nome de Nina Simone sempre esteve em alta, principalmente para os fãs do jazz, do soul, do blues e de toda a música negra americana. Mas em meados de 2015 o grande público pode conferir no Netflix What Happened Miss Simone?, documentário que faz um apanhado da vida da cantora, passando pelo seu ativismo político na luta contra o racismo nos EUA, seu brilhantismo musical, a conturbada relação com o marido e empresário Andrew Stroud, os problemas psicológicos, a temporada na África, a queda de sua carreira e a volta aos grandes palcos depois de um período bem difícil. E apesar de tantos problemas, o que salta aos olhos do espectador é a genialidade de uma artista sensível, atuante e com um nível de criatividade bem acima da média.

 

What Happened Miss Simone?
What Happened Miss Simone?

 

Na sequência de What Happened Miss Simone?, veio Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone álbum que reúne canções eternizadas na voz de Nina. Tarefa bem difícil quando falamos de uma artista do quilate de Simone. A cantora e atriz Lauryn Hill foi convidada para dar o norte do álbum. Das 16 faixas do disco 6 são interpretadas por Hill. Entre os nomes que participam do projeto também estão Mary J. Blige, Jazmine Sullivan, Usher, Alice Smith, Common e Lisa Simone, filha de Nina.

 

Nina Revisited - A Tribute To Nina Simone
Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone

 

Como em todo álbum que traz vários convidados para dar uma nova roupagem a um homenageado, existem momentos em que se acerta em cheio nas interpretações e outros que não causam tanta surpresa assim. Lauryn Hill se entrega de corpo e alma em faixas emblemáticas de Nina Simone, como em Feeling Good, I’ve Got Life, que ganhou uma roupagem hip hop com direito a voz de Nina cantando os versos originais, e Black Is The Colour Of My True Love’s Hair que traz sintetizadores, bateria e efeitos que dão a faixa um ar etéreo e modernoso.

 

Lauryn Hill
Lauryn Hill

 

O rapper Usher ficou por conta de My Babe Just Care For Me, mas o moço deixou um pouco  desejar com um arranjo sem muitas pretensões e uma interpretação de pouco fôlego.  Para compensar Jazmine Sullivan acertou em cheio no reagge Baltimore e Lisa Simone mostra que herdou o DNA da soul music da mãe e, mesmo não tendo a potência vocal de Nina, nos apresenta uma voz afinada e cheia de nuances e possibilidades em I Want a Little Sugar In My Bowl.

 

Usher
Usher

 

O resultado traz mais acertos do que falhas, Lauryn Hill chamou a responsabilidade para si com muita categoria e todos os artistas envolvidos, de uma forma ou de outra, mostraram grande respeito e total reverência pela obra de Nina Simone, afinal ela é referência para músicos em todo o mundo por seu virtuosismo, intensidade e entrega.  Vale à pena conferir Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone, com certeza você encontrar verdadeiras pérolas, como a própria Nina encerrando o disco com o gospel I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free. É de arrepiar!

 

Nina Simone
Nina Simone

 

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Feeling Good na voz de Lauryn Hill.

Até a próxima! :D

 

 

 

 

 

Retrô Nacional – 2015

Depois de um período de descanso Arnaldo Antunes soltou este ano Já É, álbum em que o compositor surge mais zen do que rock. Sua poesia continua transitando por temas e emoções captadas pelo seu olhar atento e cheio de sensibilidade. Arnaldo coloca cara a cara a dor e a indiferença, a alegria e a ingratidão, o acaso e a solidão e vai nos levando por um caminho feito de reflexões, sonhos e verdades. Já É é um daqueles apanhados poéticos-musicais que Arnaldo faz, e super bem, da realidade ao nosso redor. As férias foram positivas para Arnaldo Antunes e o rapaz brilhou em 2015.

 

Já É
Já É

 

Mariana Aydar se jogou de corpo e alma na arte refinada de Nuno Ramos e lançou Pedaço Duma Asa. De um lado a mulher que se tornou mãe, do outro um homem que perdeu a mãe. Mesmo em situações tão distintas, a arte falou mais alto e o encontro dos dois foi registrado com sutileza e sensibilidade. Ponto para o talento de Duani que ajudou a dupla a criar um disco que nos envolve faixa a faixa. Do diálogo entre música, artes plásticas e poesia nasceram canções com texturas diversas, mas que se completam perfeitamente. Em 2015 Marina Aydar abusou da criatividade e Pedaço Duma Asa foi um sucesso!

 

Pedaço Duma Asa
Pedaço Duma Asa

 

Quem também sacudiu o mercado musical este ano foi a cantora Ana Cañas com o disco Tô Na Vida. Este trabalho, que inaugura a nova fase da moça, traz 14 faixas autorais onde, sozinha ou acompanhada, Ana nos apresenta letras que tratam de temas como o  amor, a paixão, o universo feminino com suas alegrias e decepções e tudo que Cañas traz em sua alma criativa. O tom orgânico de Tô Na Vida, as interpretações intensas de Ana e a parceria certeira com Lúcio Maia fizeram do álbum um dos lançamentos mais bem recebidos por público e crítica em 2015. Ou seja, Ana brilhou e muito!

 

Tô Na Vida
Tô Na Vida

 

Gal Costa por sua vez invadiu a cena de 2015 com Estratosférica, 36º álbum de sua carreira onde a cantora já na capa mostra sua veia rock, com seus volumosos cabelos cacheados. Gal nos leva em um passeio pela versatilidade de sua interpretação em uma salada sonora típica daquelas cantoras seguras da força do seu canto. Em Estratosférica Gal Costa continua sua parceria com os novos nomes da MPB e este intercâmbio de gerações foi um verdadeiro presente para a música brasileira. Gal, Estratosférica, mais uma vez, sacudiu o universo da música nacional!

 

Estratosférica
Estratosférica

 

E para finalizar umas das cantoras mais inquietas da nossa MPB: Elza Soares, que mesmo após 50 anos de carreira ainda nos deixa impactados com seu trabalho. O álbum Mulher Do Fim do Mundo, passa pelos mais diferentes temas que envolvem o nosso cotidiano como a violência doméstica, o desejo, a difícil realidade das periferias, a vida de uma transexual no submundo das drogas e do crime, a urgência que permeia as relações nos dias de hoje e a vontade de Elza de cantar até o fim. Não há espaço para o meio-termo em A Mulher do Fim do Mundo e a cantora se entrega por inteiro em uma viagem sonora conteporânea com um discurso forte e atual. O prêmio de melhor álbum de 2015 concedido pela APCA ( Associação Paulista de Críticos de Arte ) foi pra lá de merecido e Elza Soares sem dúvida foi uma das artistas que mais brilhou neste 2015!

Taí, este foi nosso breve passeio pelo que rolou em 2015 na música popular brasileira e para gente fechar com chave de ouro, você confere aqui no Link Sonoro,  Elza Soares com a faixa Mulher do Fim do Mundo.

Até a próxima e um 2016 musical pra você ! :D

 

 

 

 

 

 

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