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The Stones In The Park (1969)

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

No dia 05 de julho de 1969, dois dias após a morte Brian Jones guitarrista do Rolling Stones, a banda fez um mega concerto no Hyde Park em Londres para um público de mais ou menos 500 mil pessoas. Naquela ocasião quem esperava uma apresentação com ares tristonhos, pode conferir um show com a energia característica dos Stones e a estreia do guitarrista Mick Taylor.

 

The Stones In The Park (1969)
The Stones In The Park (1969)

 

Mick Jagger, mesmo com a emoção à flor da pele, não deixou de lado a oportunidade de homenagear Jones e leu o poema Adonais do poeta inglês do século 19 Percy Shelley feito em homenagem ao também poeta John Keats. E aqui vale um parênteses : Shelley, assim como Brian Jones, morreu afogado. O primeiro no mar italiano, o segundo na piscina da sua casa na Inglaterra. Coincidência ou não, foi com este texto que Jagger abriu um dos shows mais impactantes da história do Rolling Stones, com direito a milhares de borboletas soltas no ar.

 

Percy Shelley, o poeta escolhido por Mick
Percy Shelley, o poeta escolhido por Mick

 

Depois da justa homenagem ao companheiro de banda, o Rolling Stones deu início a uma sequência de rocks, baladas e blues que levaram meio milhão de pessoas a loucura, mesmo com um som de baixa qualidade. O repertório do evento, como Keith Richards gosta de se referir ao show, trazia em seu setlist Jumpin’ Jack Flash, I’m free, Love In Vain, Street Fighting Man, (I Can’t Get No) Satisfaction e outros hits dos Stones.

 

Um show só de hits
Um show só de hits

 

O show e cenas de bastidores foram gravados e o público ganhou um registro cheio de depoimentos de membros do grupo, imagens do burburinho do camarim, o trajeto feito por cada um dos músicos até ao Hyde Park e entrevistas com os “rapazes” do Rolling Stones. São vários momentos bem bacanas, como quando Mick Jagger explica a diferença entre os Beatles e os Stones. Segundo Jagger os 4 garotos de Liverpool eram bons em estúdio mas não fizeram muitos shows, nem no auge da carreira. Já o Rolling Stones é um grupo que gosta dos palcos e do calor da plateia. Já em outro momento o mesmo Mick convida o público para ouvir um pouco de “samba” ao chamar o grupo de percussão que iria acompanhá-los em Sympathy for The Devil. E todo mundo, claro, delirou!

 

Momento "samba"
Momento “samba”

 

O show no Hyde Park naquele verão de 1969 foi um momento marcante na carreira dos Stones. Mesmo com uma baixa inesperada em seu elenco logo no primeiro espetáculo, após dois anos longe dos palcos, o Rolling Stones conseguiu sacudir a poeira e recomeçar sua trajetória. Se você ainda não assistiu Stones In The Park, vale uma pesquisa rápida na internet, com certeza esse foi um daqueles shows que entraram para a história do rock.

Aqui no Link Sonoro a gente deixa para você fica com um gostinho de The Stones In the Park.

Até a próxima! 😀

 

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Mentes Perigosas – Trilha Sonora (1995)

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Em 1995 o diretor John N. Smith lançou o longa Mentes Perigosas que trazia no elenco Michelle Pfeiffer no papel de  LouAnne Johnson, ex-oficial da marinha americana, que decide largar tudo para voltar a dar aulas de inglês. Indicada para uma vaga por um amigo, ela consegue o posto e sua primeira turma é formada por “alunos especiais”, ou seja, seu desafio era fazer com que estudantes totalmente desinteressados do aprendizado, vindos de comunidades carentes  e de diversas etnias, mudassem suas vidas através do saber e do conhecimento, segundo ela suas maiores armas para enfrentar uma sociedade tão desigual. A história é verídica e, acredite, LouAnne conseguiu seu objetivo!

 

Mentes Perigosas (1995)
Mentes Perigosas (1995)

 

Mas aqui no Link Sonoro o que nos interessa é a trilha sonora de Dangerous Minds, nome original do filme, onde o hip-hop é predominante, e com toda razão. Quando o estilo surgiu, na década de 1970 nos EUA, trouxe fortes críticas sociais a um sistema racista e nada igualitário. A filosofia do movimento era a de existirem disputas com base na criatividade e não na violência. Seus pilares eram – ou melhor, são – a música, o graffiti, a poesia e a dança,  o que abriu um leque de produção para artistas, em sua grande maioria jovens, para expressarem seus sentimentos e mostrarem sua insatisfação com aquele sistema oprimia de forma cruel a comunidade negra e das regiões periféricas das cidades.

 

hip-hop - o início
hip-hop – o início

 

Todo esse movimento mudou, e muito, a vida de milhares de pessoas. Após tantos conflitos sangrentos, falta de oportunidades e exclusão, a arte conseguiu criar um futuro com menos preconceito e descriminação. Ela, a arte, cumpriu sua função social e ainda nos trouxe um estilo e uma forma de se fazer cultura que invadiu o complexo mercado musical. Depois que a gente assiste Mentes Perigosas – que mesmo depois de 20 anos permanece atual, principalmente quando falamos das políticas públicas para a educação, do preconceito e da falta de interesse em oferecer uma grade curricular que construa cidadãos mais críticos da sua realidade – podemos entender porque o hip-hop é o norte para a trilha sonora do longa. Estão lá Coolio, Big Mike, Tre Black, Sista,Craig & Mack , além de gente como Wendy And Lisa e Immature, responsáveis pelas baladas  românticas.

 

Michelle Pfeiffer e Coolio
Michelle Pfeiffer e o rapper Coolio

 

Se você ainda não conhece a trilha de Dangerous Minds, ou ainda não assistiu o filme, vale à pena conferir! Michelle Pfeiffer dá um banho de interpretação ao som de muito hip-hop . Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Gagsta’s Paradise com o rapper Coolio.

 

Até a próxima! 😀

 

 

Unwritable, a estreia de Tika

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

A música brasileira é um rico manancial sonoro repleto de cores, vozes e poesia. Sua pluralidade é o retrato de um país que se destaca pela diversidade de sua cultura e pela beleza de suas criações. A arte produzida na terra brasilis é um reflexo de um povo cheio de influências e referências que soube juntar tudo e criar sua própria identidade.

A famosa música popular brasileira, essa que representa o Brasil tão bem mundo afora, que marca a vida de tantos brasileiros e que continua vigorosa, nos apresenta novos e talentosos nomes a todo momento. E se formos pensar em vozes femininas então, aí é que vamos nos embriagar pelos os mais diferentes estilos e cantos, é como se aqui nos trópicos houvesse uma tendência natural para o surgimento de novas cantoras.

Uma destas vozes lançou recentemente seu álbum de estréia. Depois de soltar um EP, ter passado por vários palcos, de se formar em música pela Universidade Federal de São Carlos e pelo Conservatório de Tatui e ter divido o microfone com nomes como Otto, Rómulo Fróes e Nina Becker, a cantora Tika soltou Unwritable, disco que dá o passo definitivo para a moça entrar para o universo de cantoras do país.

 

Tika, Unwritable

 

Em Unwritable Tika mostra toda sua versatilidade artística. A moça assina sozinha ou em parceria algumas letras e melodias, mostrando que cada vez mais as mulheres da nossa MPB vem divulgando suas idéias em poemas que buscam na realidade, no cotidiano, nas relações afetivas e pessoais o norte para suas criações. Tika é daquelas artistas que não se adequa a um formato mercadológico imposto pela mainstream da música, ela quer, e pode, oferecer muito mais apresentando um trabalho bem elaborado com letras por vezes leves, em outras altamente sensuais e arranjos conteporâneos perfeitos para sua voz e interpretação.

 

Tika, uma artista cheia de personalidade

 

Neste seu trabalho de estréia Tika convidou nomes que dialogam com sua música  e o resultado foi uma série de parcerias afinadas que compõe as faixas imagéticas de Unwritable, que sempre nos levam para uma viagem sonora que  desenrola suas cenas em cada composição.

 

Tika

 

Unwritable traz as participações, nas letras ou gravações, de Rodrigo Campos, Alice Coutinho, Otto, Romulo Fróes, a cantora paulista Kika, João Leão, além de João Deogracias e Pipo Pegoraro, que assinam a produção ao lado de Tika. Um time escolhido a dedo pela cantora e que contribuiu com várias nuances em Unwritable, feita por sintetizadores, instrumentos acústicos e vozes bem alinhadas com os arranjos criados para cada faixa.

 

 

Tika e Otto

 

Se você ainda não conhece o trabalho de Tika, taí uma boa oportunidade para conferir a música desta cantora que com certeza ainda vai trazer boas surpresas para a MPB. Para acompanhar o trabalho da moça é só acessar tikamusic.com. Estão lá biografia, vídeos, fotos, agenda e muito mais.

Até a próxima! 😀

 

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