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The Beatles – Revolver

(Ouça a íntegra do programa aqui)

 

 

Um dos álbuns mais emblemáticos da música pop completa 5 décadas este ano e mesmo tanto tempo depois continua sendo um trabalho vigoroso, elaborado e atual. A gente está falando de Revolver, lançado pelos Beatles em agosto de 1966. Naquela época os quatro garotos de Liverpool estavam imprimindo novas cores e sonoridades em sua música e as canções de arranjos simples, estavam dando espaço para experimentações, orquestrações, samples e efeitos ainda pouco usados naqueles tempos do analógico.

 

Revolver
Revolver

 

Em 1966 os Beatles estavam se despedindo dos palcos gradativamente e abrindo espaço para um processo criativo que explorava ao máximo as possibilidades de cada um de seus integrantes. Logo na faixa de abertura o contido George Harrison solta a voz e a guitarra em Taxman e na sequência um conjunto de cordas, no melhor estilo clássico, fazia a cama para Paul McCartney interpretar Eleaonor Rigby, faixa que se tornaria um dos ícones da carreira do grupo. À partir daí o que o público confere é uma série rocks, baladas, canções com tons lisérgicos, instrumentos pouco usados em estúdio, como a citara, letras que dão adeus ao romance açucarado e a participação de todos os integrantes nos vocais, cada um com seu momento de destaque.

 

Os palcos estavam começando a ficar para trás
Os palcos estavam começando a ficar para trás

 

Revolver é um retrato fiel das mudanças que os integrantes vinham passando, afinal foram muitas influências em tão pouco tempo. O LSD, a cultura indiana, o momento sócio-político-cultural que o mundo estava passando e a quebra de tabus e ideias que não combinavam com a 2ª metade do século XX, eram alguns dos eventos que estavam mexendo com a cabeça dos jovens e com o Fab Four não poderia ser diferente. Todo este caldeirão em ebulição revolucionou o mundo e, principalmente, a música dos ingleses que deu um salto tão grande em qualidade que até hoje Revolver é referência pela sua genialidade e atemporalidade.

 

1966 foi um ano e tanto!
1966 foi um ano e tanto!

 

Se você se esqueceu das músicas de Revolver, vale lembrar que estão lá She Said She Said, For No One, Got Get To You Into My Life e Good Day Sunshine, só pra citar algumas pérolas deste disco. Vale a pena celebrar os 50 anos de Revolver, escutando o álbum várias vezes.

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Eleaonor Rigby.

Até a próxima!😀

 

Marisa Monte – Coleção

 

A cantora Marisa Monte não é uma artista que, por vontade própria ou não, lance um novo trabalho todo ano. Pelo contrário, a música de Marisa tem um tempo próprio e talvez por isso seus álbuns sejam pacientemente elaborados, sem a pressa pedida pelo mercado. Quem mais ganha com esse ritmo é a música em si e o público, que é unânime em reconhecer a sensibilidade de suas interpretações e a qualidade acima da média de sua voz.

 

Marisa Monte
Marisa Monte

 

Este ano Marisa Monte soltou mais uma de suas pérolas sonoras, mas desta vez a moça decidiu trilhar um outro caminho. Ao longo da sua carreira Marisa gravou com vários músicos, participou de diversos projetos além, claro, de carregar na bagagem um bom número de álbuns. Com um repertório tão vasto a cantora decidiu lançar uma coleção, mas não daquelas óbvias e repetitivas e sim uma que fosse embasada na emoção, no afeto e na delicadeza. E assim surgiu o disco Coleção que traz em seu repertório algumas preciosidades do seu acervo musical.

 

Coleção
Coleção

 

Em Coleção, Marisa vai de Dalva de Oliveira a Caetano Veloso, de Tom Jobim a Pixinguinha, de Arnaldo Antunes e Juan Viladomat Masanas e Félix Garzo como quem passeia pelas águas cristalinas de um rio tranquilo. Neste trajeto do tango ao samba, Marisa Monte nos mostra uma colcha de retalhos musical bem costurada sem parecer clichê ou buscando um algo a mais que as versões originais já não tinham.  Cama, É Doce Morrer no Mar, Nu Com a Minha Música, Fumando Espero e Carinhoso compõem o roteiro que ainda traz Waters Of March e A Primeira Pedra, só para citar algumas das músicas que você vai escutar neste disco.

 

Pixinguinha
Pixinguinha

 

Fã ou não de Marisa Monte vale conferir o novo álbum da cantora, para conhecer algumas belezas da música brasileira e latino-americana. Outra boa pedida é passear no site de Marisa, www.marisamonte.com.br, o ambiente traz papos de artista com Adriana Calcanhoto, Francisco Bosco e Hermano Vianna, agenda, músicas, fotos, vídeos e as redes sociais. Vale à penas para quem quer conhecer mais sobre o trabalho de uma das maiores cantoras do Brasil.

Aqui no Link Sonoro você confere Nu Com a Minha Música faixa do álbum Coleção de Marisa Monte.

Até a próxima!😀

 

 

Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone

 

O nome de Nina Simone sempre esteve em alta, principalmente para os fãs do jazz, do soul, do blues e de toda a música negra americana. Mas em meados de 2015 o grande público pode conferir no Netflix What Happened Miss Simone?, documentário que faz um apanhado da vida da cantora, passando pelo seu ativismo político na luta contra o racismo nos EUA, seu brilhantismo musical, a conturbada relação com o marido e empresário Andrew Stroud, os problemas psicológicos, a temporada na África, a queda de sua carreira e a volta aos grandes palcos depois de um período bem difícil. E apesar de tantos problemas, o que salta aos olhos do espectador é a genialidade de uma artista sensível, atuante e com um nível de criatividade bem acima da média.

 

What Happened Miss Simone?
What Happened Miss Simone?

 

Na sequência de What Happened Miss Simone?, veio Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone álbum que reúne canções eternizadas na voz de Nina. Tarefa bem difícil quando falamos de uma artista do quilate de Simone. A cantora e atriz Lauryn Hill foi convidada para dar o norte do álbum. Das 16 faixas do disco 6 são interpretadas por Hill. Entre os nomes que participam do projeto também estão Mary J. Blige, Jazmine Sullivan, Usher, Alice Smith, Common e Lisa Simone, filha de Nina.

 

Nina Revisited - A Tribute To Nina Simone
Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone

 

Como em todo álbum que traz vários convidados para dar uma nova roupagem a um homenageado, existem momentos em que se acerta em cheio nas interpretações e outros que não causam tanta surpresa assim. Lauryn Hill se entrega de corpo e alma em faixas emblemáticas de Nina Simone, como em Feeling Good, I’ve Got Life, que ganhou uma roupagem hip hop com direito a voz de Nina cantando os versos originais, e Black Is The Colour Of My True Love’s Hair que traz sintetizadores, bateria e efeitos que dão a faixa um ar etéreo e modernoso.

 

Lauryn Hill
Lauryn Hill

 

O rapper Usher ficou por conta de My Babe Just Care For Me, mas o moço deixou um pouco  desejar com um arranjo sem muitas pretensões e uma interpretação de pouco fôlego.  Para compensar Jazmine Sullivan acertou em cheio no reagge Baltimore e Lisa Simone mostra que herdou o DNA da soul music da mãe e, mesmo não tendo a potência vocal de Nina, nos apresenta uma voz afinada e cheia de nuances e possibilidades em I Want a Little Sugar In My Bowl.

 

Usher
Usher

 

O resultado traz mais acertos do que falhas, Lauryn Hill chamou a responsabilidade para si com muita categoria e todos os artistas envolvidos, de uma forma ou de outra, mostraram grande respeito e total reverência pela obra de Nina Simone, afinal ela é referência para músicos em todo o mundo por seu virtuosismo, intensidade e entrega.  Vale à pena conferir Nina Revisited – A Tribute To Nina Simone, com certeza você encontrar verdadeiras pérolas, como a própria Nina encerrando o disco com o gospel I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free. É de arrepiar!

 

Nina Simone
Nina Simone

 

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Feeling Good na voz de Lauryn Hill.

Até a próxima!😀

 

 

 

 

 

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