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Paulinho da Viola, seus 50 anos de carreira e o clássico Nervos de Aço

50 anos! Seja de vida, de união ou de carreira, é uma data emblemática, principalmente se durante todo esse período o resultado tenha sido uma trajetória iluminada, musical e poética. E assim é com Paulinho da Viola, um dos membros da realeza do samba que completa 50 anos de dedicação à música brasileira.

 

Paulinho, 50 anos de samba e poesia
Paulinho, 50 anos de samba e poesia

 

Paulinho da Viola nasceu em um ambiente altamente musical, seu pai – César – era integrante do grupo Época de Ouro que tinha entre os seus membros o lendário Jacob do Bandolim.  Não tinha como o então garoto Paulinho, não beber na fonte do choro e do samba e ver seu violão e cavaquinho guiados por esses bambas da MPB.

 

Grupo Época de Ouro
Grupo Época de Ouro

 

Nessas cinco décadas foram vários álbuns, diversas parcerias e shows memoráveis. Mas aqui no Link Sonoro a gente escolheu um disco, da vasta discografia de Paulinho, para homenageá-lo. Uma obra que resume toda a beleza de sua carreira, Nervos de Aço lançado em 1973.

 

Nervos de Aço
Nervos de Aço

 

Dificilmente você vai encontrar um disco que misture o samba, o choro e o experimentalismo com tanto bom gosto e coerência.  Esse trabalho é um divisor de águas na carreira de Paulinho e na MPB. O bom gosto e a elegância sempre foram sinônimos do nosso “príncipe dos samba”. Para acompanhá-lo em Nervos de Aço os critérios não poderiam ser outros : músicos de alta qualidade, de extrema sensibilidade e que fossem profundos conhecedores das nuances da música brasileira. E ele acertou em cheio na lista de convidados para a gravação do LP ( sim na época não havia CD, MP3 e outros formatos sonoros). Estão lá Cristovão Bastos, Elton Medeiros, Dazinho e Nelsinho do Trombone só pra citar alguns.

 

Cristovão Bastos, um dos ilustres convidados de Nervos de Aço
Cristovão Bastos, um dos ilustres convidados de Nervos de Aço

 

A poesia de Paulinho da Viola é outra história à parte. Com a mesma sensibilidade e leveza que Paulinho corre seus dedos pelo seu violão, e algumas vezes pelo cavaquinho, ele analisa, absorve e repassa para suas letras dramas e amores. Comprimidos, Roendo as Unhas, Choro Negro e Cidade Submersa são só algumas pérolas do moço. Mas ele abriu espaço para outros bambas da MPB. No repertório Lupicínio Rodrigues com a faixa-título Nervos de Aço, Chico Buarque e a bela Sonho de um Carnaval, Jorge de Castro e Wilson Batista representados por Nega Luzia, Carlos Cachaça e o mestre Cartola reverenciados em Não Quero Mais Amar a Ninguém e Mijinha tem em Sentimentos o carro abre-alas do álbum.

 

Cartola e Paulinho da Viola
Cartola e Paulinho da Viola

 

Nervos de Aço é um daqueles álbuns que devem ser escutados de tempos em tempos para que a história do samba e da nossa música brasileira não fuja da nossa memória. Para você que quer  lembrar, conhecer ou aprender mais sobre o príncipe Paulinho da Viola é só acessar o site deste jovem senhor cheio de samba e poesia paulinhodaviola.com.br. Boa viagem pela história da música popular brasileira!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Roendo Unhas.

Até a próxima! 😀

 

 

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Paulinho da Viola – Nervos de Aço (1973)

Um dos álbuns mais emblemáticos da nossa música brasileira completa este ano 40 primaveras e, acredite, dificilmente você vai encontrar um disco que misture o samba, o choro e o experimentalismo com tanta elegância e coerência.  O ano era 1973 e Paulinho da Viola lançou Nervos de Aço, trabalho que seria um divisor de águas em sua carreira e na MPB.

 

Nervos de Aço
Nervos de Aço

 

Paulinho da Viola nasceu em um ambiente altamente musical, seu pai – César – era integrante do grupo Época de Ouro que tinha entre um dos seus membros o lendário Jacob do Bandolim.  Não tinha como o então garoto Paulinho, não beber na fonte do choro e do samba e ver seu violão e cavaquinho guiados por esses bambas da música brasileira. E toda essa influência está presente e viva em Nervos de Aço.

 

Grupo Época e Ouro,influência fundamental para Paulinho
Grupo Época e Ouro,influência fundamental para Paulinho

 

O bom gosto e a elegância sempre foram sinônimos do nosso “príncipe do samba”. Para acompanhá-lo em Nervos de Aço os critérios não poderiam ter sido outros : músicos de alta qualidade, de extrema sensibilidade e que fossem profundos conhecedores das nuances da música brasileira. E ele acertou em cheio na lista de convidados para a gravação do LP ( sim na época não havia CD, MP3 e outros formatos sonoros). Estão lá Cristovão Bastos, Elton Medeiros, Dazinho e Nelsinho do Trombone só pra citar alguns.

 

Cristovão Bastos e seu piano refinado
Cristovão Bastos e seu piano refinado

 

A poesia de Paulinho da Viola é outra história à parte. Com a mesma sensibilidade e leveza que Paulinho corre seus dedos pelo seu violão, e algumas vezes pelo cavaquinho, ele analisa, absorve e repassa para suas letras dramas e amores. Comprimidos, Roendo as Unhas, Choro Negro e Cidade Submersa são só algumas pérolas do moço. Mas ele abriu espaço para outros bambas da MPB. No repertório Lupicínio Rodrigues com a faixa-título Nervos de Aço, Chico Buarque e a bela Sonho de um Carnaval, já Jorge de Castro e Wilson Batista são representados por Nega Luzia, Carlos Cachaça e o mestre Cartola são reverenciados em Não Quero Mais Amar a Ninguém e de Mijinha, Sentimentos o carro abre-alas do álbum.

 

Lupicínio Rodrigues, o gênio responsável por Nervos de Aço
Lupicínio Rodrigues, o gênio responsável por Nervos de Aço

 

Nervos de Aço é um daqueles álbuns que deve ser escutado de tempos em tempos para que a história do samba e da música brasileira não fuja da nossa memória. Para você que quer  lembrar, conhecer ou aprender mais sobre o príncipe Paulinho da Viola é só acessar o site deste jovem senhor cheio de samba e poesia paulinhodaviola.com.br. Boa viagem pela história da música popular brasileira!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Roendo As Unhas.

Até a próxima!

Fernanda Cunha – Coração do Brasil (2012)

Alguns artistas brasileiros encontram além das nossas fronteiras o espaço que precisavam para divulgar seus trabalhos, explorar sua criatividade e fazer o intercâmbio nescessário da nossa cultura. Foi assim com a cantora Fernanda Cunha que nos últimos anos vem apresentando sua MPB em palcos do Canadá, França, Dinamarca, Aústria e tantos outros.

 

Fernanda Cunha e sua missão de levar a MPB para os palcos do mundo

Sobrinha de Sueli Costa, Fernanda traz no seu DNA a  herança genética de uma família altamente musical e cheia de brasilidade. Talvez daí a escolha refinada do repertório do 5º álbum de sua carreira. Coração do Brasil passeia pelas obras de Noel Rosa, Tom Jobim, Haroldo Barbosa e Sueli Costa. Em um salto na cronologia da música brasileira a cantora abraça Ivan Lins, chega ao pianista Márcio Hallack e abre as portas para o novo com Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha.

 

Sueli Costa : Tia de Fernanda e mestra da música brasileira

 

Em Coração do Brasil, Fernanda Cunha vem acompanhada de músicos de primeira linha. Estão lá Cristóvão Bastos, Jorjão Carvalho, Jurim Moreira, Márcio Hallack e Camila Dias, só pra citar alguns. E a escolha não poderia ter sido melhor, a voz cristalina de Fernanda ganhou a cama perfeita para interpretações que vem na medida certa, sem exageros ou pieguices. Faixas como Somos Todos Iguais Nesta Noite, Adeus América e Não Tem Tradução ganharam um produção elaborada e harmoniosa. Vale destacar Perdido de Encantamento, composição inédita de Sueli Costa e Luiz Sérgio Henriques. Show!

 

Coração do Brasil

 

Se você ficou curioso para conhecer mais do trabalho da moça é só acessar www.fernandacunha.com . Estão lá datas de shows, fotos, vídeos, biografia e música. Boa viagem sonora pela MPB de Fernanda Cunha!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Adeus América, composição de Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques.

Até a próxima!

 

 

 

 

 

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