O ano era 2006 quando uma jovem inglesa soltou o 2º álbum de sua carreira…aquele que parece ser o mais desafiador para boa parte dos músicos. Mas com  Amy Winehouse a história foi totalmente diferente, Back To Black colocou a moça no olimpo das belas vozes femininas a serviço do jazz, do soul e do rythm and blues. O álbum foi uma sacudida no mundo da música que há um bom tempo não via, e ouvia, uma cantora com tanto talento e originalidade.

 

Back To Black
Back To Black

 

Mas para gente entender Back To Black é legal voltarmos no ano de 2003, quando Amy lançou Frank ,seu disco de estreia. Com produção de  Salaam Remi, o álbum já sinalizava os rumos sonoros que a estreante Winehouse queria trilhar, uma fusão equilibrada entre a sonoridade conteporânea e os arranjos sofisticados do jazz. Totalmente na contra mão do que o mercado fonográfico oferecia naquele momento, Amy foi conquistando uma plateia cada vez maior e Frank recebeu a indicação para o Mercury Prize, evento anual que premia o melhor álbum do Reino Unido e Irlanda. Daí para a parceria com Mark Ronson e a oportunidade de ir mais além com sua música…foi um pulo.

 

Frank
Frank

 

As histórias de excessos de Amy, seus problemas no relacionamento com Blake Fielder-Civil e a super exposição na mídia, ofuscaram um pouco a real importância de Back To Black. A atmosfera jazzística, os arranjos elaborados, a propriedade com a qual a moça utilizava todas as suas nuances e cores de sua voz, as letras criativas e  cheias de emoção e a escolha certeira da banda de apoio, mostraram que sim é possível fazer música de qualidade no instantâneo universo da música pop. Foi como se Back To Black tivesse lançado uma luz no mercado fonográfico.

 

Mark Ronson
Mark Ronson

 

Mark Ronson também foi um elemento fundamental no 2º álbum de Amy. Seu  gosto pela sonoridade da música negra norte-americana e sua sensibilidade para extrair o melhor do artista em suas produções, deu a Back To Black um tom orgânico e elegante. O produtor soube dosar na medida certa a presença de cada instrumento e dos backing vocals, fazendo uma cama perfeita para Amy liberar toda sua criatividade nas interpretações.

 

Amy Winehouse
Amy Winehouse

 

Com Back To Black Amy Winwhouse faturou 5 Grammy’s e o jazz se viu agradecido, afinal – e acredite – um estilo tão requintado como este não leva prêmios toda hora….por incrível que se pareça. 10 anos depois Back To Black continua sendo uma produção única e atemporal, que ainda vai figurar como um dos melhores álbuns de jazz conteporâneo em muitas listas por aí. Se você se ausentou do planeta por algum tempo e não ainda conhece o disco ou se esqueceu que ele está ali em algum canto do seu HD, vale à pena colocá-lo na sua playlist com certeza você vai surpreender a cada nova audição!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Tears Dry On Their Own.

Até a próxima! 😀

 

 

 

 

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