Fim de ano é aquele período de fazer a tradicional retrospectiva e aqui no Link Sonoro a gente faz um singelo retrospecto musical, afinal foram muitas emoções nacionais e internacionais. Então vamos lá!

Neste programa vamos dar um giro pela gringolândia, a criatividade do pessoal esteve em alta neste 2015. Soul, rock, baladas, eletrônico, indie e por aí vai. Uma boa surpresa foi Star Wars do Wilco. Sem aviso prévio, ou muita euforia, a banda disponibilizou gratuitamente, em seu site oficial, Star Wars, o 9º álbum de estúdio dos rapazes de Chicago. Com 11 faixas e pouco mais de 33 minutos de duração, o disco traz um repertório que explora as mais diversas nuances sonoras. O rapazes acertaram em cheio e Star Wars foi um sucesso.

 

Star Wars
Star Wars

 

Outra boa novidade sonora foi How Big, How Blue, How Beautiful  lançamento de Florence + The Machine. O disco traz o lirismo marcante da obra de Florence Welch, mas com uma roupagem sonora um pouco diferente da que estávamos acostumados. O álbum vem com um repertório bem amarrado, acompanhado de linhas de guitarras rasgadas e batidas mais animadas e dançantes que fazem a cama ideal para a voz potente e a interpretação intensa de Florence, em letras que passeiam por desilusões amorosas, decepções e arrependimentos, mas  também abre espaço para o otimismo e a esperança. A moça brilhou em estúdio e nos palcos em 2015.

 

How Big, How Blue, How Beautiful
How Big, How Blue, How Beautiful

 

Já os ingleses do Blur  voltaram a ativa após 12 anos longe dos estúdios. O álbum The Magic Whip traz a formação original do grupo (Damon Albarn, Grahan Coxon, Alex James e Dave Rowntree) e vem embalado em novas sonoridades, momentos reflexivos e experimentações. A banda se deixou levar pela textura eletrônica, mas não abriu mão da guitarra criativa e eficiente de Grahan Coxon, que soube unir  momentos quase lisérgicos a levadas pop e pegadas mais roqueiras. O retorno de um dos nomes mais importantes do britpop foi um sucesso de crítica e público, ou seja, o Blur também brilhou em 2015.

 

The Magic Whip
The Magic Whip

 

Outro artista da terra da rainha que sacudiu o mercado musical, com sempre, foi a cantora Adele. Em 25 a moça deixa um pouco de lado as suas confissões pessoais e vira sua antena para o mundo ao seu redor. Os temas são mais ou menos os mesmos: amores, reconciliações, lembranças e temas açucarados que ganham corpo na voz da cantora. Não tem como negar que Adele é uma cantora poderosa e que tem aquele dom que as cantoras de rhythm and blues tem de dar uma dimensão grandiosa para suas interpretações. Claro, 25 bateu recordes de venda e Adele já está em turnê pelo mundo e gente torce para ela chegar ao Brasil.

 

25
25

 

E para finalizar nossa retrospectiva Tame Impala. Em Currents a psicodelia continua presente em faixas embaladas por teclados lisérgicos, que às vezes podem esconder as linhas de guitarra, mas que criam uma atmosfera retrô que trazem arranjos bem elaborados e criativos. Ao longo do disco, somos levados para algum momento nos anos 70 com melodias funkeadas e, sem perceber, já estamos de volta ao século XXI com uma estética sonora eletrônica e cheia de efeitos. Os australianos do Tame Impala, com certeza, também foram uma das gratas surpresas de 2015 com Currents e mostraram que algumas mudanças deram super certo em seu novo projeto.

 

Currents
Currents

 

Taí, este foi nosso breve passeio pelo que rolou em 2015 mundo afora, semana que vem a gente confere os lançamentos nacionais.

Aqui no Link Sonoro você confere o rapazes do The Chemical Brothers que soltaram este ano Born In The Echoes, que mostra que a dupla ainda está com o mesmo frescor criativo de 20 anos atrás . Fique então com a faixa Go que traz a participação do rapper Q-Tip.

Até a próxima!😀