O Yeah Yeah Yeahs está de volta. Quatro anos depois do bem sucedido It’s Blitz, Karen O e Cia retomam as atividades com Mosquito. O 4º álbum da banda norte-americana traz um repertório cheio de variações em que guitarras e sintetizadores dão o tom do disco. Aliás, os tons, porque o novo trabalho do Yeah Yeah Yeahs não respeita muito o que pode ser uma sequência lógica de músicas que se encaixam umas nas outras no decorrer de um álbum. Do indie rock a melodias lo fi, as  11 faixas de Mosquito podem parecer um emaranhado sonoro confuso em uma primeira audição.

 

Mosquito
Mosquito

 

Mosquito traz a produção de Nick Launay e David Andrew Sitek, os mesmos que acompanharam a banda em It’s Blitz em 2009. Ambos parecem embarcar na viagem do grupo e deixam que cada faixa seja uma obra independente. No novo álbum o Yeah Yeah Yeahs também abre espaço para James Murphy, do – até então – extinto LCD Soundsystem, na produção de Buried Alive, faixa que traz a participação de Dr. Octagon. A faixa de abertura, Sacrilege, aguça a curiosidade do ouvinte pelo o que estar por vir. Corais bem colocados e a voz melódica de Karen O casam perfeitamente com guitarras e elementos eletrônicos. Não que o tom indie rock pare por aí, mas levadas trip hop  e experimentalismos tecnológicos fazem a ponte entre a sonoridade que emplacou o grupo no início dos anos 2000 e as novidades musicais desta 2ª década do século XXI.

 

YYYs vão do indie rock ao experimentalismo sem medo
YYYs vão do indie rock ao experimentalismo sem medo

 

Em tempos de pop de caráter duvidoso, Mosquito tem seus méritos e merece um espaço na sua agenda musical. Se você deixar se levar pela “onda” do Yeah Yeah Yeahs, com certeza vai entrar em um roteiro cheio de pequenas surpresas. Mais do trio? É só acessar www.yeahyeahyeahs.com , tá tudo lá álbuns, vídeos, fotos, agenda e redes sociais. Boa viagem!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Sacrilege. Ou se preferir, tem o álbum na íntegra com os comentários do grupo.

Até a próxima!

 

Sacrilege

 

 

Full Album