O ano era 1967 e Elza Soares, então com 30 anos, já tinha uma carreira consolidada dentro da música brasileira. Dez anos haviam se passado desde o dia em que foi chamada para cantar na Orquestra de Bailes Garan, onde ganhou o ponta-pé inicial na sua jornada musical. No rádio – veículo tão “glamouroso” na época – Elza conseguiu despertar os ouvidos do público e da gravadora Odeon. Sua voz rouca e interpretação contagiante conquistaram o Brasil e em 1960 ela lança seu 1º LP, Se Acaso Você Chegasse, que traz no título o nome deste clássico de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. À partir daí o trabalho de Elza foi intenso, tanto nos estúdios quanto nos palcos. Álbuns, compactos, turnês e muito samba!

 

Elza no auge da carreira com o amado Garrincha

 

E por falar em compactos e samba, nós estávamos nos ano de 1967, lembra? Pois é, foi neste ano que Elza Soares lançou um compacto duplo que levava seu nome. O repertório traz sambas de Mangueira, Cacique de Ramos, Bafo da Onça e Vinte de Ramos. Elza abraça a música da escola de samba campeã daquele ano (a Estação Primeira de Mangueira faturou o carnaval com o tema O Mundo Encantado de Monteiro Lobato) e dos blocos carnavalescos que animavam os carnavais cariocas. Estão lá Palmas no Portão, Me Deixa Em Paz, Nostalgia e Vou deixar cair. Quatro faixas de fazer qualquer um cair no samba!

 

Elza Soares, compacto duplo de 1967

 

Uma busca rápida na rede e você vai encontrar esse compacto raro de Elza Soares. E para acompanhar os passos dessa garota é só acessar www.elzasoaresoficial.com.br, estão lá os links para seus blogs e redes de relacionamento. Corre lá!

Aqui no Link Sonoro você confere a faixa Vou Deixar Cair.

Até a próxima!