O ano era 2003 e a banda irlandesa The Cranberries anunciou que iria “dar um tempo”, eles vinham do trabalho em torno do álbum Wake Up And Smell The Coffee, de 2001, e cada integrante resolveu seguir projetos pessoais e profissionais diferentes. Algumas coisas inéditas ficaram guardadas, claro, mas não era o momento certo da banda. Seis anos depois o grupo se reuniu para uma série de shows, inclusive no Brasil, e a ficha caiu : era hora de voltar a ativa com carga total! Resultado? O recém-lançado Roses que chegou ao mercado no final de fevereiro.

 

Roses

 

O fio condutor sonoro do novo rebento do Cranberries continua o mesmo que alçou a banda ao topo musical com faixas como Linger, Empty e Zombie. Arranjos elaborados, aquele clima introspectivo, a voz inconfundível de Dolores O’Riordan somados a sua poesia (bem menos juvenil do que a 20 anos atrás), podem despertar em alguns uma sensação de mesmice, mas o quarteto irlandês se mantém fiel às suas crenças musicais e Roses com certeza vai agradar em cheio aos fãs do grupo.

 

Mais maduros e seguindo seu caminho numa boa

 

Daquela safra de músicas que ficaram na geladeira em 2003 o Cranberries trouxe para o repertório do novo trabalho as faixas Raining In My Heart e Astral Projections que, mesmo compostas há 9 anos, se encaixam perfeitamente no pacote que ainda traz belas composições como Schizophrenic Playboy, Waiting In Walthamstow e Fire And Soul. Roses tem um astral delicado e leve e mostra o registro de uma banda madura e conectada com seu “universo”. Fã ou não vale conferir Roses e o espaço virtual do Cranberries no site www.cranberries.com e aproveitar para cair myspace, twitter, youtube e por aí vai.

Aqui no Link Sonoro você fica com o clipe da faixa Tomorrow .

Até a próxima!

 

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