Muita gente quando escuta o hit Cantaloop (Flip Fantasía) do US3 nem imagina que esse som é de um dos gênios pouco lembrados da nossa MBP. Mas é sempre bom refrescar nossa memória musical e buscar no fundo do “HD” nomes como o de Osmar Milito.

 

Ficou legal, mas é do Osmar

 

Pianista de alto nível, Osmar fez parte daquela “turminha” que incendiava o histórico Beco das Garrafas no Rio de Janeiro, de onde saíram nomes que foram direto para a história da música brasileira como Sérgio Mendes, João Donato, Sylvia Telles, Baden Powell e tantos outros.

 

Um cara cheio de jazz e bossa-nova

 

Com os pés fincados na bossa-nova e no jazz, Osmar Milito acompanhou muita gente boa em suas turnês e álbuns. Com Sérgio Mendes fez uma temporada nos EUA que aumentou ainda mais sua bagagem. De volta ao nosso país tropical na década de ’70, foi nome presente nos palcos em shows de Chico Buarque, Leny Andrade, Djavan além de acompanhar feras internacionais como Liza Minelli, Sammy Davis Jr. e Sarah Vaughan . O piano cheio de improviso, as melodias elaboradas e a sutileza de suas composições conquistavam qualquer um.

 

Sarah Vaughan também não resistiu ao estilo de Milito

 

A paixão de Osmar pelo jazz vem da época em que tinha 10 aninhos e seu irmão, o percussionista e baterista Hélio Milito, recheava a casa com os álbuns de Charlie Parker, Dizzie Guillespe e outros não menos feras da cena jazzística norte-americana. Não podia dar em outra, Milito absorveu toda a influência dos seus gênios preferidos e criou seu estilo único de tocar o piano.

 

Charlie Parker, uma da tantas influências

 

Pena que, como sempre, a memória brasileira trai sua própria música. Por isso sempre é bom remexer no baú sonoro da nossa produção nacional e encontrar esses mestres reponsáveis pelo que há de melhor na MPB.

 

E Deixa o Relógio Andar, repertório repleto de clássicos

 

E se você nunca ouviu, vai aí Cantaloup Island com seu criador Osmar Milito, faixa do álbum E Deixa o Relógio Andar.

Até a próxima!