Há exatos 50 anos o o mundo da música perdia uma das suas maiores representantes. O nome Eleonora Fagan pode não parecer conhecido, mas seu nome artístico ainda é – e porque não dizer sempre será – uma das grandes referências quando o assunto é Jazz. Billy Holiday é uma daquelas cantoras que fez da música a maior historiadora da sua conturbada vida. Infância pobre, violência, prostuição, drogas, amores perdidos e uma solidão incurável.

Seu curriculum traz apresentações em bares de NovaYork, shows acompanhando Big Bands, como a Orquestra de Duke Ellington, e parcerias memoráveis, sendo uma das mais pontuais em sua carreira a com o saxofonista Lester Young. Ali se podia perceber a união perfeita entre voz e instrumento e em quatro anos foram algo em torno de 50 canções.

Se alguém sabia da importância da pausa em uma música e da força que interpretação ganha com esses hiatos, esse alguém era Billy. Cada palavra, cada verso, ganhava em sua voz uma dimensão impactante mesmo para ouvidos não muito treinados. E isso sem falar em sua entrega completa, dando uma grandiosidade ainda maior aos arranjos meticulosamente feitos por seus músicos.

Na verdade, qualquer coisa que se tente falar sobre Billy Holiday é sempre pouco frente sua obra, e, como a melhor forma de se conhecer a alma e intensidade de um artista, é através da sua obra você confere um dos grande clássicos de Lady Sing Blues, título merecidamente dado a Holliday. Uma boa viagem e até a próxima!