Um dos posts do nosso amplificador, que vai chegar no seu celular esta semana, diz o seguinte: “A partir de julho a banda Oasis irá lançar seus 8 CDS em formato vinil. O lançamento será feito pelo do selo do grupo, o Big Brother Recordings.”

O bom e velho vinil… Quando novas mídias, mais práticas e com potencial de maior armazenamento, surgiram no mercado o LP foi logo jogado para escanteio.

Aquela vitrolinha virou acervo de museu e de colecionadores e fanáticos por música de qualquer data e em qualquer formato. Para muitos o LP, além de uma qualidade sonora melhor, tem todo o atrativo da capa, com artes elaboradas e, em alguns casos, encartes que eram quase uma revista, com histórias e curiosidades do artista além de letras e fotos. Mas para a indústria fonográfica todos esses atrativos não vinham muito ao caso, afinal se é possível ter uma mídia mais barata e ainda por cima economizar em gráfica, porque manter um produto como o vinil?

O tempo passou e a internet chegou com força total, mudando completamente a forma de se consumir, divulgar e ouvir música. Vieram os sites especializados, comunidades virtuais, onde o artista além de postar seus vídeos e aúdios poderia trocar informações e divulgar suas novidades e shows e, para surpresa deste mesmo mercado, a venda de faixas separadas pela rede e pelo celular. A partir daí, o produto que teve suas vendas altamente afetadas e que deixou de ser a coqueluche do momento foi… o CD… para desespero das gravadoras.

Artistas do mundo pop de todo o planeta que vendiam milhões e milhões de CDs, viram esses números cairem drasticamente e os shows voltaram a ser a verdadeira fonte de renda da categoria. Mas, um velhinho que lá trás se viu forçado a aposentar ganhou forças novamente através daquele público fiel que falamos acima. E quando menos se esperava, um movimento vindo de várias partes trouxe de volta a cena o vinil. Artistas, produtores, selos, público, imprensa, todos voltaram não só a ouvir as queridas bolachas, como também a consumir o produto, forçando a gravadoras e empresas especializadas a prestarem atenção neste mercado que renascia. Isso sem falar nos DJs, onde boa parte do seu trabalho vem do LP.

A partir daí vários artistas e bandas passaram a lançar seus projetos também neste formato, mesmo que em quantidade menor em relação aos CD’S. Funk Como Le Gusta, Lenine, Green Day, Radiohead, Oasis, são alguns dos tantos nomes que passaram a divulgar seus trabalhos não só em CD e em seus sites oficiais como também em vinil, de olho neste nicho cada vez maior de pessoas que investem ( e muito!) em compra de LP. Quem ganha com isso? Nós, ouvintes, que podemos escolher a melhor forma de ouvir uma música. Em CD, LP, no celular, no site e por ai vai. Ganha também o artista, que vê mais uma porta se abrindo para a venda e divulgação de sua obra.

Agora só falta gravadoras e afins diminuirem um pouco o valor salgado destas peças. Tudo bem, quando algo novo aparece a tendência é que, as primeiras levas deste produto tenham um preço salgado, mas o vinil não é novidade. Novidade são essas empresas voltarem atrás, darem a mão a palmatória e perceberem que nem sempre, as verdades que eles colocam nas formas em que se distribui e se divulga a música, estão certas.